segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um porre de ego





Que merda essa miséria de atenção,
Quando eu amo não fico medindo o carinho,
O tesão, nem quem vem e quem vai, ver a cara
Do xarada da hora, o novo na praça, o desafiante
Num jogo quiz da tv, de um canal de terceira
Se passou um dia, ou dois, passaram muitos desde
Quando senti vontade de te abraçar, suas coisas boas,
Suas coisas bobas, sua boba, mas tá, vou atrás de um adeus,
Quanto a isso, fique tranquila, eu vou partir
Quer você queira ou não, até eu sei disso, mas que fique então
Toda contradição do que disse, pois sou esse, espantalho em crise,
Prefere uma amiga do que uma buceta, prefere a vida do que mentira,
A alquimia do afago, do aprochego tarado, alpendre, cortiço, sangue
Nas paredes do dormitório, bases verdes
Que miséria, pareço mendigo quando quero afeto,
Quando me apego a alguém, e não deveria chamar a isso amor, mas vai,
É querer repetir o estar.
E repetir.
Com algumas pausas, mas a música não pára.
É um estar embriagado de si mesmo. E reconhecer-se viciado nisto.





Um comentário:

Natasha Pinto disse...

"repetir o estar" é lindo de morrer!