Finge dançar ao mundo.
O homem cego finge ouvir melhor.
Ele finge tudo.
Um brinde que tanto se espera.
Tim-tim, fazem copos de cerveja que
Comemoram apenas uma cena.
Sentiu, sofreu, enfim, eu.
Alguém, não sei, alguém que é ela.
Espera, espera, espera. Hora errada. Morreu.
Gelos em cubo fazem quadrados azuis
Amarelos em copos fazem pessoas tristes
Mais quantidade, por favor, pessoas e copos nus.
Pode ser brilhante.
Se ama, erra. Mundano.
Qualquer ser errante.
Carrega o que precisa.
Deixa ele e vem comigo,
Eu te carrego. Você carrega a comida.
Mundo outro que é bonito.
Tons de vida, muitas estrelas
Que em sua presença, céu colorido.
escritos verídicos e inverídicos, imagens da vida e um espaço livre. [ considere ler de trás pra frente ]
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Como é levar uma porrada, uma surra da vida e a chuva cair desprovida de pudor?
Falta respeito nesse mundo torto e miserável, que deixa livre o mais idiota dos idiotas solto só para fazer obstáculo no meu caminho de amor.
É assim, como sair com a mulher, e estar apaixonado por ela. E aí ela começa a falar que ama o namorado, que tem medo de perder o namorado, que está muito feliz...
Pelo jeito ela já conhece “aquela minha cara de quem ta gostando muito” e fico na dúvida ligeira se percebe a crueldade com que ela aplica tudo isso em mim. Sim, porque é estar apaixonado por ela. Apaixonado, entendeu? Falta cerveja, talvez algum vinho, droga que faça eu falar, droga...mas eu falo tanto, será que ela não percebe?
Ele vai percebendo cada instante, cada um que vai. Ele perde algumas chances, achando que não morre e no fim, acaba sempre faltando o momento certo. Que merda de “ele” é essa? Coisas que não se separam e terminam sempre muito separados, autor e personagem, criador e criatura, pai e filho. Poderia até falar mesmo, não ter nenhum tipo de rédea mas e aí, o que aconteceria com tudo? Estou quase pagando pra ver o que aconteceria, sinceramente. Acho provável que eu bata com os dentes na parede e caía, agonizante como uma barata que sobe um espelho de banheiro de boteco.
A chuva bate forte, como um aviso do mau tempo em todos os caminhos previstos, e fico preocupado porque não sei mais do paradeiro daquela menina dos olhos cheios.
Não chovia mais, foi só um sinal para que houvesse algum tipo de feitiço contra mim, contra meus desejos, umas brincadeiras. Enquanto se preparava para ir embora, achou que não poderia ainda suportar o papel secundário. Queria ela inteira.
Falta respeito nesse mundo torto e miserável, que deixa livre o mais idiota dos idiotas solto só para fazer obstáculo no meu caminho de amor.
É assim, como sair com a mulher, e estar apaixonado por ela. E aí ela começa a falar que ama o namorado, que tem medo de perder o namorado, que está muito feliz...
Pelo jeito ela já conhece “aquela minha cara de quem ta gostando muito” e fico na dúvida ligeira se percebe a crueldade com que ela aplica tudo isso em mim. Sim, porque é estar apaixonado por ela. Apaixonado, entendeu? Falta cerveja, talvez algum vinho, droga que faça eu falar, droga...mas eu falo tanto, será que ela não percebe?
Ele vai percebendo cada instante, cada um que vai. Ele perde algumas chances, achando que não morre e no fim, acaba sempre faltando o momento certo. Que merda de “ele” é essa? Coisas que não se separam e terminam sempre muito separados, autor e personagem, criador e criatura, pai e filho. Poderia até falar mesmo, não ter nenhum tipo de rédea mas e aí, o que aconteceria com tudo? Estou quase pagando pra ver o que aconteceria, sinceramente. Acho provável que eu bata com os dentes na parede e caía, agonizante como uma barata que sobe um espelho de banheiro de boteco.
A chuva bate forte, como um aviso do mau tempo em todos os caminhos previstos, e fico preocupado porque não sei mais do paradeiro daquela menina dos olhos cheios.
Não chovia mais, foi só um sinal para que houvesse algum tipo de feitiço contra mim, contra meus desejos, umas brincadeiras. Enquanto se preparava para ir embora, achou que não poderia ainda suportar o papel secundário. Queria ela inteira.
sábado, 23 de junho de 2007
Entre eles todos, vou eu andando ou muitas apenas flutuando os pés no caminho de pedras inexatas. Sempre por ali, eles gostam de flertar com meus andares por mais que eu queira sair e não enxergar o que me dão. Quando ando, não sei aonde vou, é recorrente, mas vou procurando umas velas e penso nela. Apaga-se a luz na casinha de verde e eu já nunca pertenci àquele lugar, por mais que eu queira, por mais que eu vá até lá e sinta que as pessoas não são a minha onda. Tinha um tal de Rafael e eu me via ali, mas ficava embaçado e assim não pude ver bem se eu poderia estar lá na imagem. Era alguém mais apagado, eu brilhava, brilhava muito e era claro, a luz emanava, eu estava ali aberto para o amor. Os passos iam seguindo o alto e cruzaram com as mulheres perseguidas. Fingiram que não era nada e continuaram até o pátio vazio, e tocava uma música muito silenciosa, aquela que sempre toca. Eu lembrava dela o tempo todo e acabava indo embora sem nada, porque dizia não ser orgulhoso, mas um pouco eu era sim. Eu queimava uma ponta e de repente sentia que o mundo era mais. Não por isso, mas pelo efeito do tempo, ele que cicatriza as feridas que ruminam. Depois de alguns momentos de distração, voltou ao chamado “mundo real”, onde as pessoas sentem coisas estranhas, como essas coisas que tenho sentido tanto. Espero que aquele desejo da cor verde também seja realizado, porque houve empate. É justo. Estranhezas de quem ama e não pode, de quem vê e não sabe escolher.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
Eu tenho que continuar olhando, acho que se eu perder alguns momentos posso perder tudo. Nada se repete na vida, e temos que escolher aquilo que é certo naquele momento. Pronto. Resolvida essa questão, posso declarar qualquer coisa, seja verdade, seja mentira. Conceitos questionáveis em si, mas não se deixe levar pelo romantismo e ilusão de tudo o que acontece. Deixe-se saber que é tudo mentira, tudo mentira, quando se quer representar. Se for pegar, pega. Se for beijar, beija. Se for bater, bate. É tão fácil quando chegamos a uma simplicidade que se preenche como uma mola no coração. E seguimos por noites sombrias, com muita pureza de espírito. Verdades que se jogam sozinhas no escrito, pois quando sou livre não tenho mais dedos, nem mãos, nem mente, eu sou apenas uma coisa que não sei o que é. Sei ser, mas se penso, esqueço tudo. Tenho que continuar olhando, pois apesar de achar mais deslocada, tem um charme tão especial. Poderia fazer tudo errado, e no fim seria muito certo. Para mim tanto faz. Quero que seja logo, para que possa ser. Chegamos a um lugar indecifrável, coisas que ficam escondidas e vamos em frente. No escuro. Teatro da escuridão.
"Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see"
- Strawberry Fields - Lennon e McCartney
"Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see"
- Strawberry Fields - Lennon e McCartney
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Para se manter no círculo mágico que é esse disse-me-disse das pessoas envolvidas, penso e reflito, às vezes. Não é preciso muita exigência para um cérebro descontente de estar ali prestando um mero serviço favorável ao acaso. Até que eu resolvi sair um pouco e passear pela orla, e vi que o mar ultimamente não está muito tranquilo. A água tem se mostrado por aqui em chãos e avenidas, mas não em forma de bebida para muitas famílias aflitas. Não sei do que falo, pois não sei mesmo e agora acho que muitas coisas poderiam acrescentar ao trabalho que faço. Por aí dizem que...coisas sociais, não sou muito interessado nesses assuntos, assim como futebol como fanatismo. Futebol é muito bom de se jogar, de se assistir. Melhor, e sem dúvida nenhuma, é se apaixonar. Quando vejo o que vejo, sinto vontade às vezes até de chorar, digo "até" por causa da nossa cultura da fragilidade do sexo feminino, o que é completamente absurdo. Eu faria tanto. Eu falei. Se formos até o infinito, voltamos?
sábado, 16 de junho de 2007
Ás vezes eu fumo uma erva, e o barulho da televisão me irrita.
Digo que é barulho porque som é coisa que se pode escutar.
Música triste se repetiu várias vezes, e agora preciso de alguma coisa bem agitada.
Alguma coisa que seja um pouco nojenta, um pouco...algo que cause uma certa revolta.
Depois amansa, e com um pequeno esforço da amada, ele se alegra. Vê o mundo colorido novamente. Ele tem dois amores. Um que dorme, outro que acorda.
No final de sua resistência à tanta carência reprimida, ele finalmente consegue sentir.
Sentir o toque de alguém. O toque, meu deus! O toque! Então era isso o que faltava!!!
Ele precisava que ela o tocasse, mesmo que fosse para acordá-lo de qualquer sonho bom. O sonho era um paraíso que se mostra lindo no início, mas que aos poucos vai tomando uma forma medonha e escura, assim como quem vai nos engolir, e depois ficaremos lá para sempre. Vivos, porém dentro de um vazio interminável. Um escuro que não tem mais fim. Ele precisava daquele toque.
Às vezes eu ordeno às estrelas que não apareçam. Como quem odeia tudo, não quero a presença de nada, de ninguém. Não quero a minha presença. Não quero sair de mim, porém. O corpo sabe que precisa ficar, e no entanto, brinca em linhas transparentes, podendo cair a qualquer instante e morrer para sempre. Esse balé sobre a linha é uma guerra nojenta. È verdade, não se assustem. Não se espantem. A vida é uma guerra.
Eu quero paz. Eu quero paz, sim. Eu preciso desse toque, eu sou capaz de cometer alguma loucura. Sabia que a loucura era burra.
Ela sabia que precisava também do seu toque. Sabia tudo, e por isso, continuava infeliz, zanzando por entre seus pensamentos de espinhos, e suas tesouras de unha. Estava presa. Sim, presa como um presidiário na cela fechada, mofada. Era vida saindo do mofo. Bactérias que evoluem dentro da cadeia. Precisava daquele toque, e era urgente. Ela não sabia. Pensava muito e, como quem pensa muito, teve medo. Sentiu pavor da vida bela, do amor poeta, do cinema moderno, do sol. Não queria a luz. Havia se tornado o próprio mofo. Ela sabia que precisava, mas tinha medo de viver.
E continuaram. Precisavam e se arrastavam.
Desesperado. Desesperada. Não pensem vocês que estas palavras significam a mesma coisa em gêneros diferentes. Ele queria viver, lutava. Ela precisava, queria morrer.
Em poucas horas se sentiram tão distantes que tiveram que continuar.
Ela precisou daquele toque até a sua última respiração. Salvaria a sua vida. Morreu.
Continuou pensando, e depois de um tempo, achou que deveria parar.
Ele não precisava mais. Estava livre. Olhou em volta. Olhou para o espelho.
Sorriu. Não com um sorriso, mas com o corpo. De repente uma luz brilhou, não como brilha qualquer luz, mas uma luz brilhou como só ela. Ele se virou em direção à porta.
Abriu. Não reconheceu o mundo que viu. Sem motivo nenhum, e nem precisava, correu.
Correu muito, correu sem parar. Correu sem parar.
Digo que é barulho porque som é coisa que se pode escutar.
Música triste se repetiu várias vezes, e agora preciso de alguma coisa bem agitada.
Alguma coisa que seja um pouco nojenta, um pouco...algo que cause uma certa revolta.
Depois amansa, e com um pequeno esforço da amada, ele se alegra. Vê o mundo colorido novamente. Ele tem dois amores. Um que dorme, outro que acorda.
No final de sua resistência à tanta carência reprimida, ele finalmente consegue sentir.
Sentir o toque de alguém. O toque, meu deus! O toque! Então era isso o que faltava!!!
Ele precisava que ela o tocasse, mesmo que fosse para acordá-lo de qualquer sonho bom. O sonho era um paraíso que se mostra lindo no início, mas que aos poucos vai tomando uma forma medonha e escura, assim como quem vai nos engolir, e depois ficaremos lá para sempre. Vivos, porém dentro de um vazio interminável. Um escuro que não tem mais fim. Ele precisava daquele toque.
Às vezes eu ordeno às estrelas que não apareçam. Como quem odeia tudo, não quero a presença de nada, de ninguém. Não quero a minha presença. Não quero sair de mim, porém. O corpo sabe que precisa ficar, e no entanto, brinca em linhas transparentes, podendo cair a qualquer instante e morrer para sempre. Esse balé sobre a linha é uma guerra nojenta. È verdade, não se assustem. Não se espantem. A vida é uma guerra.
Eu quero paz. Eu quero paz, sim. Eu preciso desse toque, eu sou capaz de cometer alguma loucura. Sabia que a loucura era burra.
Ela sabia que precisava também do seu toque. Sabia tudo, e por isso, continuava infeliz, zanzando por entre seus pensamentos de espinhos, e suas tesouras de unha. Estava presa. Sim, presa como um presidiário na cela fechada, mofada. Era vida saindo do mofo. Bactérias que evoluem dentro da cadeia. Precisava daquele toque, e era urgente. Ela não sabia. Pensava muito e, como quem pensa muito, teve medo. Sentiu pavor da vida bela, do amor poeta, do cinema moderno, do sol. Não queria a luz. Havia se tornado o próprio mofo. Ela sabia que precisava, mas tinha medo de viver.
E continuaram. Precisavam e se arrastavam.
Desesperado. Desesperada. Não pensem vocês que estas palavras significam a mesma coisa em gêneros diferentes. Ele queria viver, lutava. Ela precisava, queria morrer.
Em poucas horas se sentiram tão distantes que tiveram que continuar.
Ela precisou daquele toque até a sua última respiração. Salvaria a sua vida. Morreu.
Continuou pensando, e depois de um tempo, achou que deveria parar.
Ele não precisava mais. Estava livre. Olhou em volta. Olhou para o espelho.
Sorriu. Não com um sorriso, mas com o corpo. De repente uma luz brilhou, não como brilha qualquer luz, mas uma luz brilhou como só ela. Ele se virou em direção à porta.
Abriu. Não reconheceu o mundo que viu. Sem motivo nenhum, e nem precisava, correu.
Correu muito, correu sem parar. Correu sem parar.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
- Vai querer mais?
- Acho que não.
- Mais leite, não?
- Acho que não.
- Vá indo na frente, pegando as chaves.
- Tá bom, enquanto isso vai comer alguma coisa.
- Tá bom, faz o seguinte: vai vendo isso que eu vou ver se como alguma coisa.
- Foi isso o que eu falei.
- Ah. Então tá.
- Vê isso aí, se vale a pena.
- Que isso?
- É um negócio aí da TIM, que paga menos que telefone fixo e.
- Eu não sei nada sobre isso e não trabalho na TIM.
- Eu te amo.
- Vamos embora? Tá tarde. Quero ir pra casa.
- Eu te amo.
- Shh.
- Você pode me dar um trocado pra eu comprar um salgado?
- Eu tenho metade de um salgado ainda fresco, aqui. Toma.
- Não, obrigado. Não gosto de orégano.
- Acho que não.
- Mais leite, não?
- Acho que não.
- Vá indo na frente, pegando as chaves.
- Tá bom, enquanto isso vai comer alguma coisa.
- Tá bom, faz o seguinte: vai vendo isso que eu vou ver se como alguma coisa.
- Foi isso o que eu falei.
- Ah. Então tá.
- Vê isso aí, se vale a pena.
- Que isso?
- É um negócio aí da TIM, que paga menos que telefone fixo e.
- Eu não sei nada sobre isso e não trabalho na TIM.
- Eu te amo.
- Vamos embora? Tá tarde. Quero ir pra casa.
- Eu te amo.
- Shh.
- Você pode me dar um trocado pra eu comprar um salgado?
- Eu tenho metade de um salgado ainda fresco, aqui. Toma.
- Não, obrigado. Não gosto de orégano.
Quase atropelou o ciclista na avenida
O burro homem que controla o carro,
O grande carro amarelo.
Ia atropelar seu futuro genro.
Perdeu o neto.
Deixou o dia ir embora sem beijo.
Ficava agora babaca, sentimental.
Pode ser que amanhã.
Perdeu o cheiro da mulher que ama.
Nunca mais.
Pode-se parar de trabalhar, está tarde.
Mas se vê umas pessoas reunidas,
Pode esperar muito tempo.
Ótima oportunidade de se melhorar.
Não se perde nada com dignidade, a menos isso.
São tempos estranhos.
Noite e dia são um mesmo lugar
Mas quando chega a hora de ir embora,
Parece que dentro e fora fazem um círculo louco.
Quase não agüento, e um dia, terei de falar.
É terrível a miséria do homem.
Ele quer, mas não pode. Ele não sabe bem o que quer.
Quando há o confronto, ele comete seu pior erro: pensa:
O burro homem que controla o carro,
O grande carro amarelo.
Ia atropelar seu futuro genro.
Perdeu o neto.
Deixou o dia ir embora sem beijo.
Ficava agora babaca, sentimental.
Pode ser que amanhã.
Perdeu o cheiro da mulher que ama.
Nunca mais.
Pode-se parar de trabalhar, está tarde.
Mas se vê umas pessoas reunidas,
Pode esperar muito tempo.
Ótima oportunidade de se melhorar.
Não se perde nada com dignidade, a menos isso.
São tempos estranhos.
Noite e dia são um mesmo lugar
Mas quando chega a hora de ir embora,
Parece que dentro e fora fazem um círculo louco.
Quase não agüento, e um dia, terei de falar.
É terrível a miséria do homem.
Ele quer, mas não pode. Ele não sabe bem o que quer.
Quando há o confronto, ele comete seu pior erro: pensa:
sábado, 9 de junho de 2007
procurando, procurando, procurando...e vou ali aonde me chama a comida. Ah, sim...o sempre amigo, o recorte. Vamos ao que interessa: ei, não falem tão alto! Assim é quase impossível eu começar a falar alguma coisa, que seja. E aí eu dou algumas voltas, e sinto o vento, e o toco. procurando, procurando...talvez esteja lá no tablado, na poeira do esquecido. do teatro. procurando um verdadeiro momento de vida. um pequeno momento, assim. de vida. e a ação precisa do conflito. Existem pólos, existem mil explicações da razão, mas que eu me permita também as aventuras, a vida é curta, já dizia o velho. Diga isso enquanto é jovem! Entre naquele lugar e seja a essência do seu ser. Não traga seu ser social. Ele pensava. Era difícil tentar pensar em "ser social, não trazer o ser social". Era tudo o que ele tinha, pensava. Ele não sabia que existia o que não está disponível às palavras. O mistério da vida, o indizível, olha eu mais uma vez. ele pensa que consegue, às vezes, dissociar o ele do eu. Deixa. Vamos ao que interessa. procurando, procurando, procurando. Era como tirar o paletá, a gravata. Ficar nu, no meio da rua, nu no meio dos homens, como talvez dissesse Nelson Rodrigues. Merda. Citei. E o vento trouxe também o cheiro. O cheiro bom, e não era o cheiro de que falávamos quando passamos pelo alto amarelo. Era o cheiro bom, sabe. Confusão. Melhor não pensar, muitas vezes. Muitas vezes não pensar é melhor. procurar o momento de verdade. a mágica.
A paixão, a coisa toda, o sol indo às quatro. Momentos de verdade, alguém tem?
A paixão, a coisa toda, o sol indo às quatro. Momentos de verdade, alguém tem?
sábado, 2 de junho de 2007
Uma gota que cai. Blupt. Foi-se.
Vai de encontro com as hereditariedades. As civilizações.
Pequenezas de um reduzido homem. Coragem, ora, coragem!
Besteira, falar coisas como essas que eu digo. Motivo, tenho milhares.
Posso começar e não terminar por que não há fim. Pede-se apenas paciência.
Há pessoas morrendo no oriente. Algumas pessoas ficam chocadas.
Vem cá, senhorita. Pode beber a minha água, a minha última. Bebe.
Eu vou buscar. Não precisa usar armas e atirar no meu estômago vazio e trêmulo.
Eu já estou morto, não precisa me enterrar. Mais uma vez, mentira!
Desconcertante, às vezes, eu ou qualquer outro pode irritar o próximo.
E sai correndo de um nada, assim pro outro lugar em um minuto.
Logo pensa. Pensa. Não sei o que acontece depois, mas quem sabe eu volto em breve.
Contarei, talvez.
Falando sobre mim: me sinto bem agora, mesmo com tantas informações. O mundo racional toca nos meus sentidos, e o meu corpo quase voa. Isso é de outro tipo de coisa, sensações, e experiências que são indizíveis.
Instrumento para um fim. Um meio. Atravessa o deserto e sem beber água, chega.
Teve miss universo, e achei a japonesinha bonita. Mereceu.
A brasileira mereceu o segundo lugar. Ah, perdão, fui desligar a televisão e talvez procurar um som pra escutar. Mais um minuto. Certo. Bitches Brew, do Miles. Sei que está certo, mas o word não aceita. Traça uma linha rasgada debaixo das supostas palavras erradas que. O segundo volume, estou escutando. Estou com coriza e pigarro.
Estou gripado. Acho que sábado não é dia próprio para um milagre. Eles, os milagres, são surpreendentes. Se são, como sabemos? Joguinho ruim o do Brasil. (Pensei no P, confesso, retardado). Em um sentido, que fique claro, em um sentido de loucura controlada? Não. É bom, eu não sei dizer bem, mas é ótimo. Saber a hora, saber a hora. Quem disse isso?
Vai de encontro com as hereditariedades. As civilizações.
Pequenezas de um reduzido homem. Coragem, ora, coragem!
Besteira, falar coisas como essas que eu digo. Motivo, tenho milhares.
Posso começar e não terminar por que não há fim. Pede-se apenas paciência.
Há pessoas morrendo no oriente. Algumas pessoas ficam chocadas.
Vem cá, senhorita. Pode beber a minha água, a minha última. Bebe.
Eu vou buscar. Não precisa usar armas e atirar no meu estômago vazio e trêmulo.
Eu já estou morto, não precisa me enterrar. Mais uma vez, mentira!
Desconcertante, às vezes, eu ou qualquer outro pode irritar o próximo.
E sai correndo de um nada, assim pro outro lugar em um minuto.
Logo pensa. Pensa. Não sei o que acontece depois, mas quem sabe eu volto em breve.
Contarei, talvez.
Falando sobre mim: me sinto bem agora, mesmo com tantas informações. O mundo racional toca nos meus sentidos, e o meu corpo quase voa. Isso é de outro tipo de coisa, sensações, e experiências que são indizíveis.
Instrumento para um fim. Um meio. Atravessa o deserto e sem beber água, chega.
Teve miss universo, e achei a japonesinha bonita. Mereceu.
A brasileira mereceu o segundo lugar. Ah, perdão, fui desligar a televisão e talvez procurar um som pra escutar. Mais um minuto. Certo. Bitches Brew, do Miles. Sei que está certo, mas o word não aceita. Traça uma linha rasgada debaixo das supostas palavras erradas que. O segundo volume, estou escutando. Estou com coriza e pigarro.
Estou gripado. Acho que sábado não é dia próprio para um milagre. Eles, os milagres, são surpreendentes. Se são, como sabemos? Joguinho ruim o do Brasil. (Pensei no P, confesso, retardado). Em um sentido, que fique claro, em um sentido de loucura controlada? Não. É bom, eu não sei dizer bem, mas é ótimo. Saber a hora, saber a hora. Quem disse isso?
quinta-feira, 31 de maio de 2007
El Tiempo
Escoriações memoráveis retornam ao passado
No meu corpo a marca do que é retocado
A velhice acontece só naquilo que padece
O corpo não é nosso, é de tudo o que evolui
Na criancice eu não cresci pra aprender
Reinei na magia sem saber de nada
Toquei duas mulheres na escada
Brinquei com suas cordas e acordes óbvios
Assobiei em suas orelhas, qual me interessava mais?
E eu desabafava comidas mãos no recreio
Engolia meus salgadinhos de camarão ou de queijo
Em quinze minutos era o sinal tocar
E o batalhão todo sumia em menos de três
Tinha também a semana das batalhas
Eu, guerreiro, criava forças imaginárias
Era uma arena, clima tenso. Eu atento.
Meu saque era o chute no ataque, gol
Mais uma virada de quadra, vantagem
Pensar na gente vivendo o tempo ao contrário
Como se amanhã fosse ontem, e depois de amanhã anteontem...
E assim sucessivamente até a morte
Ou seria até o nascimento?
Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo..
Assim fala a voz que deve saber calar
AMiss alaf euqzova eved breas lraca
Es-amahc otnem asnep
No meu corpo a marca do que é retocado
A velhice acontece só naquilo que padece
O corpo não é nosso, é de tudo o que evolui
Na criancice eu não cresci pra aprender
Reinei na magia sem saber de nada
Toquei duas mulheres na escada
Brinquei com suas cordas e acordes óbvios
Assobiei em suas orelhas, qual me interessava mais?
E eu desabafava comidas mãos no recreio
Engolia meus salgadinhos de camarão ou de queijo
Em quinze minutos era o sinal tocar
E o batalhão todo sumia em menos de três
Tinha também a semana das batalhas
Eu, guerreiro, criava forças imaginárias
Era uma arena, clima tenso. Eu atento.
Meu saque era o chute no ataque, gol
Mais uma virada de quadra, vantagem
Pensar na gente vivendo o tempo ao contrário
Como se amanhã fosse ontem, e depois de amanhã anteontem...
E assim sucessivamente até a morte
Ou seria até o nascimento?
Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo..
Assim fala a voz que deve saber calar
AMiss alaf euqzova eved breas lraca
Es-amahc otnem asnep
quarta-feira, 30 de maio de 2007
é uma palavra que agora há pouco não me saia da cabeça. Eutanásia? Claro que não. Ri.
Estapafúrdia, eu acho, sim, agora escrevo corrente como se tivesse acertado e acertei, de fato. Fato que choveu pra caralho e finalmente senti um frio muito frio aqui no Rio. Claro que eu estava de bermuda, e camiseta de malha de algodão de mangas curtas. Oquei, não importa. Aqui é a terapia, não se esqueçam. Não me esqueço. Silêncio. É assim lá dentro, bem sinceramente, silencioso. Não preciso ficar a noite intera tentando tirar coelhos de cartolas, muito menos coisa alguma parecida ou o contrário. Que votem. Se são...vejamos...um! Um vota a favor de um. Alguém ganha? Sim. Enfim, vamos nos tornando humano de novo por que o tempo já vem cutucar com ferrinhos pontiagudos que enchem o saco de qualquer um. Então se lembra de que existem coisas horríveis que atrapalham nossos objetivos, mesmo que tenhamos, aparentemente tudo, não nos sentiremos satisfeitos, pois somos uns insatisfeitos mesmo, se deus quiser. E ele há de querer, como dizem alguns desesperados.
Obs: Estapafúrdia talvez fosse algum elo entre uma coisa e outra e no meio desse torpor usual, me perdi numa longa estrada, de preferência noite e manhã adentro, pois eu mereço, God i do! "Por que não? Por que não? Caminhando contra o vento..."
Uma canção não me consola, consola de que, infeliz? Risos e risos, há uma alegria enorme em ser eu. E sai.
Estapafúrdia, eu acho, sim, agora escrevo corrente como se tivesse acertado e acertei, de fato. Fato que choveu pra caralho e finalmente senti um frio muito frio aqui no Rio. Claro que eu estava de bermuda, e camiseta de malha de algodão de mangas curtas. Oquei, não importa. Aqui é a terapia, não se esqueçam. Não me esqueço. Silêncio. É assim lá dentro, bem sinceramente, silencioso. Não preciso ficar a noite intera tentando tirar coelhos de cartolas, muito menos coisa alguma parecida ou o contrário. Que votem. Se são...vejamos...um! Um vota a favor de um. Alguém ganha? Sim. Enfim, vamos nos tornando humano de novo por que o tempo já vem cutucar com ferrinhos pontiagudos que enchem o saco de qualquer um. Então se lembra de que existem coisas horríveis que atrapalham nossos objetivos, mesmo que tenhamos, aparentemente tudo, não nos sentiremos satisfeitos, pois somos uns insatisfeitos mesmo, se deus quiser. E ele há de querer, como dizem alguns desesperados.
Obs: Estapafúrdia talvez fosse algum elo entre uma coisa e outra e no meio desse torpor usual, me perdi numa longa estrada, de preferência noite e manhã adentro, pois eu mereço, God i do! "Por que não? Por que não? Caminhando contra o vento..."
Uma canção não me consola, consola de que, infeliz? Risos e risos, há uma alegria enorme em ser eu. E sai.
domingo, 27 de maio de 2007
sábado, 26 de maio de 2007
Multo, tumulto. Escuridão, só.
Um fogo amarelado, laranja e vermelho queima.
Os rostos contorcidos, desconexos com a realidade comum.
Quase nada de vida que resta, fora de sala.
E um agudo interrompe aquela coisa pastosa, quase dormindo.
No sono me regulo e devo agradecer e, quem sabe, rever os conceitos de mim.
Permito-me ir enquanto não quero. Sei.
Vou e não sei porque aquela palavra ecoa na cabeça:
Amanda, Amanda, Amanda...
E tinha aquela coisa do cabelo, e realmente, não sei. Podem rir.
E vou passeando, e passeando penso que poderia estar viajando.
Em um único quadrinho alternativo do Rio.
Um fogo amarelado, laranja e vermelho queima.
Os rostos contorcidos, desconexos com a realidade comum.
Quase nada de vida que resta, fora de sala.
E um agudo interrompe aquela coisa pastosa, quase dormindo.
No sono me regulo e devo agradecer e, quem sabe, rever os conceitos de mim.
Permito-me ir enquanto não quero. Sei.
Vou e não sei porque aquela palavra ecoa na cabeça:
Amanda, Amanda, Amanda...
E tinha aquela coisa do cabelo, e realmente, não sei. Podem rir.
E vou passeando, e passeando penso que poderia estar viajando.
Em um único quadrinho alternativo do Rio.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Sonho do Sonho
Sonho do Sonho
Sim, eu troco o dia pela noite
Ou troco a noite pelo dia
Os dois são iguais, ilimitáveis
Acende e a apaga a luz do giro
Dormir me faz sentir bem
Mesmo dormindo estou alerta
Eu sonho o que sentir vontade
E sinto que isso me liberta
Fluindo eu no cotidiano
Pensando, falando
Sentindo tocar o mundo delicadamente
Apenas o suficiente para transitar pelos enganos
Para conhecer o homem que sou
É necessário não o ser
E para conseguir não ser
É preciso dizer não ao ser que sou
Me veja dormindo em um sonho
Levante da cama e ande
Venha até mim e me toque
Olhe para si
Em outro estado de consciência
Não, não é sonolência
Eu sou o seu eu em outro lugar
Para ser completo é preciso sonhar
Ter de acreditar, e acreditar
Sim, eu troco o dia pela noite
Ou troco a noite pelo dia
Os dois são iguais, ilimitáveis
Acende e a apaga a luz do giro
Dormir me faz sentir bem
Mesmo dormindo estou alerta
Eu sonho o que sentir vontade
E sinto que isso me liberta
Fluindo eu no cotidiano
Pensando, falando
Sentindo tocar o mundo delicadamente
Apenas o suficiente para transitar pelos enganos
Para conhecer o homem que sou
É necessário não o ser
E para conseguir não ser
É preciso dizer não ao ser que sou
Me veja dormindo em um sonho
Levante da cama e ande
Venha até mim e me toque
Olhe para si
Em outro estado de consciência
Não, não é sonolência
Eu sou o seu eu em outro lugar
Para ser completo é preciso sonhar
Ter de acreditar, e acreditar
terça-feira, 22 de maio de 2007
Chapéu e Bambu
Ei, quero o chapéu desse cara. É um chapéu muito bonito, muito vistoso.
Não, menino, esse cara é meu e o chapéu vem junto com o pacote todo.
Toma uma rasteira, moço bobo, vê se tu não tá pro meu jogo.
Deixa esse moleque aí com esse chapéu de palha pálida e desengonçada.
E vê o chapéu, e sente que alguma coisa mudou. Será um chapéu?
Ele não sabe o que é, mas finalmente coloca o objeto na cabeça e sua vida muda,
Como em uma música, ele dança e se mexe como o chapéu faria, se fosse um desenho animado. Até a hora em que ele toma conta de minha cabeça, ou quase isso, porque chega ela e com seu bambu, me ataca.
Ela pega o bambu e dança como com um homem, ou alguma coisa roliça, em forma redonda, brinca como fazem os guerreiros, a natureza que automaticamente alcança sua íntima certeza. O instinto. Ela precisa brincar com o instinto, a natureza, a selva, a floresta, os bichos, o besouro, e o chinês talvez. Chapéu de malandro, canos e canos, planos de roubar a mocidade da menina, que foi pra China. Talvez um pouco de Cuba, mas não é preciso que seja mais que alguns segundos.
Somos felizes por pouco tempo, talvez. Somos felizes, apesar de tudo.
E fica um vazio entre toda essa dança e o guarda-chuva.
Ele é preto e está por ali sem querer nada. Fora de contexto. Ele me traz ao contexto.
De repente, perco minha ação, vejo que ela também perdeu. A única coisa que me resta fazer é girar o guarda-chuva. De cabeça para baixo, girar o guarda-chuva.
O guarda-chuva de cabeça para baixo.
Ei, quero o chapéu desse cara. É um chapéu muito bonito, muito vistoso.
Não, menino, esse cara é meu e o chapéu vem junto com o pacote todo.
Toma uma rasteira, moço bobo, vê se tu não tá pro meu jogo.
Deixa esse moleque aí com esse chapéu de palha pálida e desengonçada.
E vê o chapéu, e sente que alguma coisa mudou. Será um chapéu?
Ele não sabe o que é, mas finalmente coloca o objeto na cabeça e sua vida muda,
Como em uma música, ele dança e se mexe como o chapéu faria, se fosse um desenho animado. Até a hora em que ele toma conta de minha cabeça, ou quase isso, porque chega ela e com seu bambu, me ataca.
Ela pega o bambu e dança como com um homem, ou alguma coisa roliça, em forma redonda, brinca como fazem os guerreiros, a natureza que automaticamente alcança sua íntima certeza. O instinto. Ela precisa brincar com o instinto, a natureza, a selva, a floresta, os bichos, o besouro, e o chinês talvez. Chapéu de malandro, canos e canos, planos de roubar a mocidade da menina, que foi pra China. Talvez um pouco de Cuba, mas não é preciso que seja mais que alguns segundos.
Somos felizes por pouco tempo, talvez. Somos felizes, apesar de tudo.
E fica um vazio entre toda essa dança e o guarda-chuva.
Ele é preto e está por ali sem querer nada. Fora de contexto. Ele me traz ao contexto.
De repente, perco minha ação, vejo que ela também perdeu. A única coisa que me resta fazer é girar o guarda-chuva. De cabeça para baixo, girar o guarda-chuva.
O guarda-chuva de cabeça para baixo.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Eu vi um cadáver estendido. Camisa branca bordada, um boné sobre o rosto, calça jeans azul e tênis. Seu corpo duro, a pele pálida, e havia caindo próximo à sarjeta, a poça enorme de sangue.Era quase negro, viscoso e vermelho de um inferno próximo de quarenta graus celsius. Ele andava de moto. A moto havia sido levantada, e piscava seu alerta. A polícia mantinha as pessoas afastadas, os curiosos, os vampiros, os fotógrafos de jornal, os amadores.
A morte é trágica de qualquer maneira. Morrer de velhice não deve ser assim tão vantajoso, em alguns momentos. Sofre-se muito durante a velhice, dores, perda dos movimentos, frouxidão no corpo, imagina...espero não ficar velho tão cedo. Há os que dizem que é bom estar mais velho, maduro. Quero ser um desses também, pois não vou me encontrar remoendo as dores além do físico, e talvez levando a um misticismo bonito e sincero de quem se sente bem com pequenos gestos.
E a vida é isso. Prazer. Enquanto se vive, é preciso ter prazer. Seja o prazer do sexo, do droga, da música, do vazio de idéias, da futilidade, o prazer da morte. E o sol queima mesmo, não tem dó. O corpo é vazio, e os bichos comem, gira a roda. Os bichos somos nós, os tarados sem rumo, traçados na vida de solas gastas. Os muros dizem que está chegando a hora de ir para casa. Eu escuto, sigo o conselho. Ela é companheira, não adianta. Melhor ser o amigo. Ela nos segue sempre. Espreita.
A morte é trágica de qualquer maneira. Morrer de velhice não deve ser assim tão vantajoso, em alguns momentos. Sofre-se muito durante a velhice, dores, perda dos movimentos, frouxidão no corpo, imagina...espero não ficar velho tão cedo. Há os que dizem que é bom estar mais velho, maduro. Quero ser um desses também, pois não vou me encontrar remoendo as dores além do físico, e talvez levando a um misticismo bonito e sincero de quem se sente bem com pequenos gestos.
E a vida é isso. Prazer. Enquanto se vive, é preciso ter prazer. Seja o prazer do sexo, do droga, da música, do vazio de idéias, da futilidade, o prazer da morte. E o sol queima mesmo, não tem dó. O corpo é vazio, e os bichos comem, gira a roda. Os bichos somos nós, os tarados sem rumo, traçados na vida de solas gastas. Os muros dizem que está chegando a hora de ir para casa. Eu escuto, sigo o conselho. Ela é companheira, não adianta. Melhor ser o amigo. Ela nos segue sempre. Espreita.
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