sábado, 29 de novembro de 2008

Eu não espero nada de um sábado à noite.


Na duração de sábado
As gotas caem anunciando, enfim,
Tédio.

Salvo por poças e amarelados ciclos,
Não salvaria meu ego tentar se afogar
Em um sorvete.

Uma grita dali:
- Vâmo na Lapa!
Arrasta-se até o vestido no chão molhado

Ouço vozes:
- Sinuca!
A mesa de sinuca não é verde. Esqueça!

Eu finjo para mim que fui.
Cá estou caminhando no meio de gente,
Carroças, parques de diversões e luzes ótimas.

Garçom! (mas aqui não há garçom.)
Tenta disfarçar o olhar, mas se vir o outro lado
Vai encontrar o mesmo bêbado

Ele apenas está em um estágio superior
De alcoolismo. Peça a barata!
Ninguém está aqui pelo sabor.

Encanta a serenata
Dos passos dos artistas, dos vagabundos,
Da polícia que faz o serviço de gari.

São cinco horas, não estou em casa.
Sem despertador é um labirinto
O caminho de dormir

Cheguei em um simples instante
Basta dizer. Não penso em querer.
Apenas estar.
poesia, né...tá bom. vamos lá. roupa verde, esmiuçada por cima dos tecidos avermelhados é predadora do véu de cetim. lá fora, sem vento, observo e entendo. As toalhas não balançam no varal. Há um sol que não queima, não brilha, é opaco, é fosco, não é sol. Formigas já invadiram a estrutura de toda a construção, e um dia, por que não, hão de nos sequestrar e cobrar resgate? O que pagará? São questões, São Tomé, São nunca os privilegiados os que ganham em término de partida. Até as respostas precisam esperar pelas perguntas. Por que não haveria eu de esperar por uma fila a demorar no recreio? E o varal? Me enganou, furtivo e insano, achando que eu não acharia uma fila de senhores panos. Com a luz chegando, mais um convidado, a festa está começando e eu ainda nem fui dormir. Logo os cães estarão latindo feito ferozes. Logo os cães estarão em fezes, artrose, esclerose, em breve os galos irão comer, pois já cantaram faz tempo. A luz vai encostar e quando isso acontecer, se fará o claro, obviamente. Pois que me reviro em leite com nescau e é um cruzeiro sem importância, sem prazo. Brinde aos que ficam acordados!
In, anti, a, extravertigem. Sei sim, do que se trata tudo isso, e manejo, de forma simples o conteúdo purista. Quando, quem, onde, canta o que, que estilo, show, site, mulher na bateria, por que esse nome, erros, irmão, vazio, visceral, namorada, ingles, até espanhol, flamengo, final, vazio visceral.
Vai imaginando: eu, subindo a marquês, acompanho com o olhar a minha sombra de cowboy no chão. Não vejo que um carro velho, quase uma brasília, desce com velocidade em minha direção. Eu não estou alcoolizado, porém acabo de sair do cinema, filme nacional. Drama: Preciso decidir se me esquivo para a direita ou para a esquerda.
A espionagem, na grécia antiga, foi motivo de homenagem na Suiça, semana passada. Motivo: Na terra do chocolate e do canivete, foi inaugurado em outubro deste ano, o primeiro teatro do país, situado em sua capital. Permita-me não mencionar o nome.
Sempre com pressa, punhos envergados sobre o mar imenso de palavras possíveis, parecem esgotar suas capacidades de resistir ao tempo. Empurram dedos que firmes pisam em homenagem ao acaso do desconhecido. Uma pálpebra está distorcida. E eu, meus caros, já estou pra lá de Bagdá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008






Azulejo de cor de barro (Azulejo barrado)

Quando eu não satisfizer
As orelhas de algodão
Muitas pedras lá no chão
Cai cebola e Chevrolet

Nos rasgados couros nus
Que depilam o viaduto
Acerca forma-se reduto
De roedores quiçá urubus

Salvo instante de silêncio
Rompe o não e se desfaz
Mostra-se prosa em cartaz
Bonito feito o feio faz

Mestres dos piores vegetais
Soam longe, a metro-pombo
Fascínora age sem encontro
Encerra-se a vida, pleitos fatais

Canso de léguas tortas Mickey
Ávido olho esquerdo míope
Vejam: sabão. Serei hippie.
Pega o ladrão que roubou a Disney

Se aqui em casa tem feijão
O relógio continua
Come remédio, lambe a bula
Vai ficando mole, o chão

A queda não.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

I

Sou dependente. Frágil e impotente diante do abismo da vida. Me seguro, me apego nos mais diversos recursos que possa me apoiar, ou tomar posse e agarrar com toda a força para agüentar a força corrente da situação humana. Cala a boca, ortografo! Dinheiro resolveria praticamente todos os problemas da minha vida, atualmente.

II

Eu adoro ovo cozido. Com fome, sinto vontade de comer muitas coisas. Posso comer, posso não comer, depende de se onde eu estiver no momento tem comida. Parece estranho e esquisito, não é? Não é. É costume alguma coisa incomodar justamente onde não poderia, naquele exato momento. Chamem um médico. Não. Xamã.

III

Eu fico tranqüilo antes de entrar no palco, principalmente tocando com a banda. Sinto falta. Nem sinto, mas se lembro, sorrio. Passo por lugares diferentes agora. Outros nomes, outra estética. Arte. Agora veio um pensamento que me diz: “quero comer arte, quero comer arte, quero comer arte...” Não um big mac, mas um cheddar. Foda-se.

IV

Você anda pela rua e não tem rosto. Você grunhe baixinho quando alguém fala “oi”. Balbucia qualquer palavra não-dita e se livra de mais uma obrigação. Finge que não vê a pessoa que entra no prédio enquanto, dentro do elevador, se esconde nervoso torcendo pela porta que fecha. Tomara que não entre ninguém, você pensa. Tomara que não entre ninguém. Terceiro andar.

V

Nós vivemos assim, calados. Entramos no ônibus, no avião, não falamos com ninguém. Olhamos em nossa volta, percebemos a atração por algumas pessoas. O interesse. E se há a troca espontânea de olhares, nós sentimos a necessidade de olhar para outro lugar. Nós disfarçamos, fingimos falar ao celular. Nós, seres humanos.
(Esquecemos de amar.).

domingo, 26 de agosto de 2007

faça o favor

Me admira eu, primeira pessoa do singular, estar aqui neste blog (não é erro de digitação, é blog mesmo), não direi que tento, direi que escrevo mesmo. e reparando o sem graça aqui contido, o pálido breu de uma neblina de campo, o velho, o médio, o jovem, a criança já educada na sociedade, acho que talvez isso possa piorar. não sei se o design, o modelo, o desenho, a forma, a aparência, o visual deste periódico, quer dizer, eu até sei, mas digo que não sei porque parece-me mais diplomático e, principalmente, político. estar aqui neste blog e escrever, sim, escrever. eu fui alfabetizado e eu posso fazer isso. há quem não possa. nossa! como o povo brasileiro é analfabeto, ou, eu diria, no meu modo de ver e, principalmente no resultado de minha pesquisa, é que eu fiz uma pesquisa na internet sobre o semi-analfabetismo, devido a tantos erros absurdos de Português, semi-analfabeto, eu diria. não entendo porque os jovens, principalmente, não se importam com a escrita. é feio escrever mal, apesar de poder ser usado por alguns como charme, porque parece conformismo e conformismo, você, não me agrada em absoluto. quem conseguir ler e interpretar corretamente este texto, escreva nos comentários, faz favor. e tem que ser político para lidar com pessoas como vocês, não o "vocês" do "você" da penúltima frase até aqui. e o curioso é que depois desse "até aqui", pairou um branco geral, fiquei vários segundos sem conseguir escrever nada e fiquei atento, pensei que poderia ter acabado. e o final estava talvez esquisito, para quem possa achar e direi que não tem nada de mal em ser esquisito, desde que seja a impecabilidade de o ser. virou completamente o texto e ficou mais auto-ajuda talvez, uma forma de ensinar o modo certo de se viver, quando na verdade não se pode saber isso, não é? eu acho que é porque bem, melhor eu parar de falar, às vezes eu não percebo o quanto que eu falo e quando me dou conta disso, eu paro. tenho mais consciência hoje do meu corpo, da minha mente, da minha falange e do meu diafragma. meu eu se confunde com o eu que quer ser eu, mas na tentativa forçada de ser eu, não consegue e, frustrado, contenta-se em ser apenas eu. depois de algum tempo, não houveram muitas visitas, não significativas, não que pudessem se lembrar de mim e falar "oi", "estou viva", "babaca", alguém quer colocar uma foto no meu álbum? se quiser, é só falar e, é claro, me dar uma cópia. estou cansado agora, vou deitar. espero que tudo tenha valido a pena ou, pelo menos, servido de lição.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Andando assim, sujo minhas mãos no chão.
De cabeça para baixo, vejo o mundo-não.
Observo tudo da altura de um anão.
É possível uma outra interpretação.

Planto bananeira no meio da rua e
Se passa uma mulher bonita, a vejo nua.
Olho por debaixo de sua saia,
Se ela não se dá conta e a pego olhando na minha cara.

Quando não, a camisa cai na frente dos olhos.
Sinto-me um inútil, apenas pendurado pelos pés no ar.
Como um recém nascido tirado do ventre da mãe,
O corpo mais peludo, mais dramático e forte.

Cruzo as pernas, formato de cruz como Mariana.
Vejo de novo o contraste do sol com o tênis velho e calça.
Porra, coisa mais sem graça!
Calo entre e através de um momento gratuito de vida.

Como se fosse escrever, toco piano no teclado.
O do computador, não o Casio.
E toco pra caralho, feito o Duke Ellington.

domingo, 12 de agosto de 2007

E então que a máfia desenha gráficos econômicos e permite que o cidadão seja esculhambado e arrastado por um carro, amarrado ao tornozelo. Se o tapete é um pouco, digamos, surrado, percebe-se o procedimento fora do padrão de formalidade de outrens. Opino a favor de atitudes desse tipo, circunstância dada. Ar condicionado seria talvez o treinamento que recebe o aparelho que deve religar-se a cada movimento de temperatura no termômetro? Temas para discussão. Aparelho motor. Seja tal, seja qual, seja o que for. Ânimo, gente. Vamos lá! Levantem-se e marchem como soldadinhos. E o governador quer mesmo aparecer hein, a polícia está rodando direto por aí. Quando a poeira cair...soltemos um balão que vai embora rápido de fogo e de repente, pof, cai e segue uma sequência espacial bem interessante, talvez fizesse como uma bola de sabão.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Post

O que leva a emoção não é uma ciência.
Ela chega e bate forte, nocauteia o sujeito no fundo do chão.
Crava na parede como uma marreta imensa que golpeia contra o peito.
Música? Talvez. Quem sabe palavras, ou cores, ou olhares.
Algumas coisas podem ser bem quadradas, assim sem novidades.
Algumas coisas não podem. Devem saber quando parar e que ali há um momento especial.

No mundo se instala cada vez mais profundamente.
Quem quer participar, fazer muitas vírgulas e farofa.

Sei que muitas foram as críticas direcionadas ao Pan. Simplesmente Pan, o assunto. O evento. O mega-evento. Eu, particularmente, que não compareci a nenhuma competição, nem como espectador, nem como atleta, adorei o Pan. Assisti ao suficiente pelo aparelho de televisão e consegui até me emocionar em alguns momentos. Cito sim: Ana Paula Scheffer (quem? Bronze no solo do aparelho corda, na ginástica rítmica); revezamento dos quatro corredores; o pugilista de ouro; Edinanci. Seleção feminina deu show, mas não vi a final. Estava dormindo. Vôlei foi bom, mas foi fácil demais. Fiquei meio irritado com as derrotas do vôlei e basquete femininos, nas finais. Não pela derrota em si, mas pela forma que foi. O grito do Jadel Gregório. Diego Hipólito. Salve o Flamengo!
Salve o Flamengo, santidade. Mais uma vez no brasileiro, lutando contra o rebaixamento.
Mas ouvi dizer que muito torcedor foi desrespeitado, que o dinheiro foi desviado, que houve mutreta nesse pan. Neste país as coisas são bem difíceis. Blá.

Voltam as novas. Caras mais nossas. Casas mais abertas.
Velhos mais tristes. Rostos mais jovens. Festas mais rock.
Cenas de filme em cada cenário. Mistério em cada segundo.
Assim, como nada mudou, segue o estranho mundo.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

mistura


'Eu não quero essas pessoas tocando nada que é meu!
Não! Eu to maluco, entendeu?
É patético, eu sei...é patético tudo o que eu faço.
Tudo o que eu penso em fazer e não faço.
Verdade é que eu sou um fraco mesmo, viu...
Eu sou aquele cara que fez tudo certinho,
Tudo como manda o figurino, para sustentar sua bela e adorável família!
Porra! Não quero festa aqui na minha casa! Não quero bebidas nem drogas!
Nada disso na minha casa, não quero que relacionem meu nome, meu prestígio,
A essa imundice que vocês fazem por aí! Aqui não!
É bom que isso fique bem claro agora para que eu não tenha que repetir.
E não saiam por aí dançando “Can´t touch this”!
Peço que me respeitem, por favor. Me respeitem! Por favor!
Obrigado, confesso.
Fico até um pouco...é...é.....desconcertado numa situação dessas.
Não queria atrapalhar, mas...por favor, não toquem em nada do que é meu.
Vocês podem sujar, melar, rasgar, quebrar, perder, roubar. Roubar!
Quer dizer, desculpa, às vezes não controlo o que falo.
Sei me controlar, mas às vezes. Quase sempre me controlo.
Toda hora não, mas sinto coisas estranhas, como espasmos que vêm do abdome e correm para as extremidades do corpo vivo. Um ataque.
Ahhhh!!! Seus cretinos!!! Estão me enrolando esse tempo todo, não é mesmo?
Eu disse que não quero ver ninguém fazendo festa aqui na minha casa.
Ninguém vai tocar meu violão, e eu não empresto nada. Nada! Principalmente livro.
Eu não empresto nenhum livro que eu tenha roubado, e muito menos livro do Tchekhov!
Detesto pobre...ô racinha safada, sinto até nojo às vezes. Nojo de encostar, nojo de olhar, me sinto mal de ver tanta gente nojenta no mundo, nesse mundo nojento.
Merda! O relógio velho daqui de casa parou há tanto tempo...
Só me resta mesmo calçar os velhos sapatos pretos de sempre. Eu vou para a rua.
E ninguém, eu disse ninguém vai tocar em nada meu. Não encostem um dedo no meu violão, nem na minha guitarra, porra se encostar na guitarra eu mato! Nem no teclado, nada, nada!!! Por favor, tirem os sapatos, se os pés estiverem mais limpos.
Vou sair. Deu fome. Vou comer. Odeio queijo creme. Puta, odeio! Cadê o pão sírio?
O que? Eu nunca comprei pão sírio! Não sei o que me acontece, me sinto apertado.
Não posso. Teatro. Foda-se. É tudo igual, talvez eu sente, talvez eu levante e fique aqui, como um macaco, me apresentando num circo de humanos. E aí? Vocês saem daqui mudados? Comem no Mc Donald´s? Trepam com vontade? Não, não, não me fala, não me fala! Melhor eu ir embora. Dói ouvir certas histórias, me lembro quando era jovem.
Eu? Não, pelo contrário, não fiz nada e agora sei que nunca mais. Por isso dói.
Mas foda-se, daqui a pouco eu vou embora. Não espero nada, eu quero morrer.'

domingo, 15 de julho de 2007



Vendedor de jornal no trânsito, em Del Castilho.
Estava eu aqui pensando com a minha mente e reparei a seguinte coisa eu tava escrevendo direto com muitas vírgulas e de repente comecei a achar isso muito estranho quase esnobe de ficar colocando vírgula em muitos lugares do texto vejam só lugares do texto desde quando existem lugares no texto?
Mas é muita pretensão de gente chique mesmo não é ficar pensando se coloca a vírgula ou se coloca coloca aonde. O ponto final é importante porque marca assim como a vírgula ops me peguei num momento um pouco lesado e percebi numa idéia genial que o ponto tem a mesma importância da vírgula ou seja nenhuma caso encerrado
Vou metade
E assim, com dificuldade, vou errando.
Vou.
Se voar fosse o meu sonho,
Mas que simples a vida seria.
Bastaria um simples pássaro.
Coração
O órgão não, não diretamente,
O do amor, eu digo,
Digito só com uma mão.
Quatro
Fosse três ou cinco, tudo, nada, tanto faz.
Se é na hora de contar os dedos,
Quem não tem cinco em cada mão
Sabe dar valor a um segredo.

(NÃO)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Este blog é muito bom. Sensacional. Fantástico. Sem comentários.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

"e a noite passa tão depressa" depressa, depressiva. depressão cem metros.
Hoje eu vou ler...vejamos...o horóscopo. Sim, o horóscopo me cai muito bem em dias como este. Ou quem sabe. Marta! Pega para mim aquelas revistas velhas em cima do armário! Rápido, antes que eu perca a idéia. Ela chegou tarde demais, a idéia já era apenas uma vaga lembrança morta. Marta estava morta, e fazia exatamente um ano.

Oba! Hoje eu vou comer pitiçá! de calabresa com cebola! Ih! Lembrei de uma coisa importante. Um resgate. Preciso ir. Preciso de ajuda. Forças emanem. coisas estranhas acontecem em dias aparentemente normais. dias muito estranhos, estranhos para valer. estranhos para valer.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Enquanto não escrevo tanto aqui, quer dizer, não digito.
Tenho sentido dor, e às vezes é bom e, no entanto, sucedo.
Cerca-se mesa em roda, hoje careta, polvilho, uma cerveja para cada.
E sente-se uma brisa de inverno soando baixo nos ouvidos, perto deles:
Não vamos nos encontrar, falou o pessimista. Ele já previa o pior, é claro.
Ele tinha certeza de que se encontrariam, e aquilo seria apenas um começo.
Veremos os momentos, viveremos, reveremos os momentos!
Tudo poderia acontecer. Lembra da bicicleta? Era uma bicicleta.
E certas meninas não se deram bem com ela. Acho que uma.
Outra foi feliz, e sentiu o toque do nariz no pescoço, o que não faz sentido.
Existe uma combinação exata entre menina e bicicleta. Talvez eu.

Um vazio, um... clima de frio no calor de inverno.
O erro completo após o acerto preciso. Espero o próximo...
Eu vi um morcego morto, no chão, estatelado. Foi noite passada.
Batman!

terça-feira, 10 de julho de 2007

antibióticos

E a segunda muda e nada muda, tudo. Outro mundo, se me permitem.
Permitem nada, eu não me permito ousar muitas vezes. Escrevo, por exemplo,
Com o dedo dolorido e inchado por alguma inflamação e mesmo assim, estou aqui. Escrevo. Não sei se faz sentido mas continuo, pois ainda não desisti, como um amigo.
O sombrio que leva o que não é bom para onde vai, um fantasma.
Estou falando besteiras, visto que me sinto bem e risonho, no fundo triste.
Quanta falta me faz o que não é mais, e vai ser. Um girassol em outras palavras, quando passava pela rua das flores, ia te comprar. Ainda bem que não achei nada tão elegante, e acabei me poupando da gafe extraordinária. E outro dia, pouco faz, passei por ela e senti que estava perto, mas tão longe, mais longe do que perto. Por enquanto vou lutar.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Ahhh...besteira! Ganhei...ganhei porra nenhuma. Peguei emprestado? Devolvo logo que posso. Sim, sim. Mas é inacreditávelmente acreditável. Ou o contrário. Parece, tenho a ligeira sensação de que deu tudo errado ontem, quarta. Pode parecer estranho, e é. Deu certo, foi interessante, diferente. Que mais? Aonde está o termômetro? Ah, brigadeiro mágico sem mágica, banana com aveia e mel, pão de queijo. suco de uva, água. Água. Tenho a impressão de ser um mero sonhador de olhar de longe, de ver a poesia passar para quem passa um filme, uma peça de teatro, um jogo de futebol. Temos que viver! Tenho que viver. Programar é inútil. Programação de fim de semana: não consigo imaginar, será que acabou tudo? acabou? Não pode. Alguma coisa aconteça, por favor. Peço. "E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado sobre nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Romanos 5:5. Não sei se acontecerá o grande momento da minha vida agora. Vou dormir. Talvez sonhar. Digo isso novamente porque.

domingo, 1 de julho de 2007

Vupt

Nesta segunda, prepare-se.
Aventuras com um guerreiro mágico.
Por naturezas e árvores, folhagens e pele.

Gosto de mil. Não gosto de ninguém.
Sei o que é gostar, sei. E faço.
Me dou de cara no mundo, pois quero vida,

E traços de rastejos em nada, em poças de lama.
São inúteis, nada é inútil.
Que seja com a dor, a esquizofrenia.

Me desfaço, primeiro pele. Ela cai devagar.
Vão pelos e pelancas, e fica a carne que apodrece.
Ela demora muito para se desfazer.

Tudo se conquista, na luz.
No arroz, no fumo, no beijo, no olho.
A esfera sentimental em que me envolvo.

Estou sem pele, carne, tecidos e ossos.
Estou pronto para voar. Sou apenas o sentimento.
Eu sou apenas, e isso é muito, a experiência.
Eu nunca fui ao Egito, e aquela garrafa bonita não era minha. Era brincadeira. Uma coisa meio boba de tentar impressionar, não como cantada, mas como assunto. Enfim, acabou tudo, e tivemos que sair em certa pressa, pois o choro eminente quase brotava, mas no fim, não era nada. Bastava olhar alguma outra cara, o que não aconteceu. Lentamente acomodava em semblante algumas sombras, nem lembrava da bela tarde de teatro, como alguém chamou. E foi. Depois pensei que tudo pode atrapalhar. Um atraso, um cansaço, um incômodo, uma alfinetada. Por que será que há provocações? Isso acontece com pessoas que tem algo indefinido. É como se gostassem um do outro. Será que podiam? Estavam na vida, e isso era tudo o que importava. Quebrava-se assim qualquer regrinha boba, porque queremos ser felizes, no fim, no meio, agora. E eu me achei tão antiético, asqueroso, corrupto, ouvindo tantos elogios dirigidos ao meu ator. Ele não precisava. Quem precisava era eu homem, eu alma, eu pessoa, que seja. Pode ser que seja um começo. Quero tudo, quero tudo e a vida acaba assim.