quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Chapéu e Bambu

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Ei, quero o chapéu desse cara. É um chapéu muito bonito, muito vistoso.
Não, menino, esse cara é meu e o chapéu vem junto com o pacote todo.
Toma uma rasteira, moço bobo, vê se tu não tá pro meu jogo.
Deixa esse moleque aí com esse chapéu de palha pálida e desengonçada.
E vê o chapéu, e sente que alguma coisa mudou. Será um chapéu?
Ele não sabe o que é, mas finalmente coloca o objeto na cabeça e sua vida muda,
Como em uma música, ele dança e se mexe como o chapéu faria se fosse um desenho animado. Até a hora em que ele toma conta de minha cabeça, ou quase isso, porque chega ela e com seu bambu, me ataca.
Ela pega o bambu e dança como com um homem, ou alguma coisa roliça, em forma redonda, brinca como fazem os guerreiros, a natureza que automaticamente alcança sua íntima certeza. O instinto. Ela precisa brincar com o instinto, a natureza, a selva, a floresta, os bichos, o besouro, e o chinês talvez. Chapéu de malandro, canos e canos, planos de roubar a mocidade da menina, que foi pra China. Talvez um pouco de Cuba, mas não é preciso que seja mais que alguns segundos.
Somos felizes por pouco tempo, talvez. Somos felizes, apesar de tudo.
E fica um vazio entre toda essa dança e o guarda-chuva.
Ele é preto e está por ali sem querer nada. Fora de contexto. Ele me traz ao contexto.
De repente, perco minha ação, vejo que ela também perdeu. A única coisa que me resta fazer é girar o guarda-chuva. De cabeça para baixo, girar o guarda-chuva.
O guarda-chuva de cabeça para baixo.


17/05/2007

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

É.

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Não quero escrever.
Trabalho. Mecânico.
Não quero fazer.

Não quero pegar.
Trabalho. Preguiça.
Não vou levantar.

Não quero dividir.
Egoísmo. Trauma.
Não vou discutir.

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Sétima

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Não senti, não era gente.
Não saboreei, não havia sabor algum.
Não toquei, não era item.
Não beijei, não era capricho.

Não ouvi, não era surdo.
Não corri, não era tábua.
Não sofri, não era mágoa.
Nem era sorte, toda semana.

Cada que passa, nada.
Tudo que passa, reticências.
Sempre que passa, talvez.
Velha que passa a vez.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

A rixa do carrossel com a roda gigante

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Vontade de ir embora
de um lugar nenhum qualquer

Falar nada e assombrar o mínimo
sem barulho nenhum

Foguete para as estrelas
Estalos de um ovo claro

Sorriso de boca cheia
Cheia por todos os lados

Frutiferando plantas todo grau
em viveiros de centauros

Ops, desculpa o devaneio
- São palavras não construídas

Ator embolsa dinheiro
pedras falando com flor

Um mosquito me picou a perna
porque sou mamífero

Meramente interrogativas,
frases sentençam.



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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

quase sem assunto e etcetera

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Quase sem assunto, ao pensar sobre uma pauta, um tema para o que escrevo. Simplesmente então preparo um leite com achocolatado e bebo. Vou passando o que penso para cá. Posso concordar ou não, é só uma constatação. Explicações de como é o meu processo de escrever.
E olha que talvez eu nem seja o personagem das minhas histórias. Tudo no meu mundo leva
um pouco de mim. Tenho achado muita coisa errada, mas admito que discordo até de
alguns hábitos que pratico.



Fiquei um dia inteiro no salão. Tratar o cabelo. Eles são bons. Ótimos. A mulher me segurou no secador, mas eu estava muito atrasada, e de repente o cheiro dos produtos no salão me deixou com alergia, comecei a sentir muita fome. Sempre que posso vou passear no mundo do consumo com minha mãezinha. Amanhã é o dia da minha formatura. Preciso de um vestido mais bonito
do que o das outras. Fato.


...



O bom senso do "mundo" e as suas estranhezas me deixam espevitado.

A rigidez da mesquinhez da sensatez me convence de que convivemos entre a raiva e o medo.

Até acharmos o segredo que não é segredo.

O mundo entra em colapso, nesta hora.

O mundo entra em colapso quando não o pensamos.

Eu preparei um belo presente.

Ninguém viu.

Eu preparei um presente especial,

Pessoa, lugar, hora, real, todos os lados, bonito, bonito.

Muitos não vêem o presente que têm.

E saibam: não há nada de mal nisso.

às vezes é triste pensar nisso.

Então me retraio e me ocupo com outra coisa.


. vejam o meu ponto!!

da relação.

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A gente se dava tão bem, sua puta.
Foi fácil encontrar um canal legal de comunicação.
Conversamos sobre tantas coisas,
Tantos sonhos grandes, escrota.
Eu me mostrei a você, foi bom, você gostou,
Eu de você, mas não mostramos tudo.
Babaca.
O seu jeito é tão lindo, o teu sorriso, tudo, merda.
Você é tão burrinha, tão chata e frágil.
Gosto muito de estar contigo, de te bobear.
Sua idiota, cabecinha fraca, boba.
Vamos passear no parque, ver o céu e o infinito?
Quero voar junto, te dar soco, te abraçar, te afogar.
Eu sou um pombinho, olhando pela janela o amor que vê.
Aquela maluca, escrota,
Que faz sorriso trouxa de idiota é pouco.
Bacana.
Vamos começar de novo?
A gente se dava tão bem, sua puta...
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

fim do plural

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O homem sente-se só.
Ele acorda do sono e cai.
Desce pelo elevador e não há óleo.

Espremido pelas paredes,
Teto e chão, as cadeiras podem cortar,
O sofá pode congelar.

A solidão avassala o corpo
E a atenção então se torna evidente
Para si.

Um dia, uma noite de homem extremamente solitário.
O único ser no planeta...
Negado.

O pastor se torna aviário.
Extraterrestre no pântano.
Cadeiras populares nas calçadas.

A bíblia e uma pinga.
Trapos de figurino real.
De vida.

Só e chamando, chamando...
Andando pelo corredor,
Preenche dias.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

CAVIDADE OCA

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Eu não tenho coração
Sou um côncavo vazio desconexo
Meu corpo perambula pela noite, um refém
Das trevas, dos céus e estrelas filhas do sol
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Sim, positivo sou ser será que sou eu sim
Nutre o pequeno desejo, o mero querer
De me ver de dentro, exposto
Um outro eu, com a sua vontade e liberdade
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Já li quantos livros, eu já nem lembro mais
Dadas falas, e discursos sempre, quase sempre
Sobre o que se movimenta pela superfície da Terra
E, raro, sobre o que permeia toda a teia de vida que me encerra
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Eu abri o meu peito
Pesquiso soluções para pequenos problemas
Os meus atos são, agora, pensados no último instante
Se eu me comportar diferente, aceite, não é defeito


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Welcome aboard!


Vamos, não temos tempo para esgotar em ralo.
Neste mundo não há sobreviventes.
Corram, bebam suas caras.
Escrevam, até sangrar o branco da carta.

Pegue, simplesmente, um copo de água.
Erga sua mão para um cumprimento.
Faça tudo com todo, o inteiro.
Seja um estar mais que um bombeiro.

Depois sonhe com águas que invadem tudo,
Portas que se abrem no fundo do porão.
Não há tempo, porém, espere o sempre.
Neste mundo não há sobreviventes.

Sempre a convocação no papel
Do jeito que se desfaz fazendo.
Não sei porque escrevi estas linhas,
Apenas deixei o meu corpo agir.

Silêncio!!!!
(Tiros)
- Daqui, meus amigos, ninguém sai vivo! -
Falou alguém que não se identificou.

sábado, 24 de janeiro de 2009

do dom.

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Não me venha com essa de carpinteiro!
Jesus foi, foi um bom político.
Noé fez a arca.
Jesus fez o que?
A mesa da casa?


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Just Fuck

I will say this while you’re my friend
Don’t you ever girl, don’t ever fall in love with me
If you think you might wanna take my liberty

See, this just can’t work out fine
Maybe I can’t see everything right
But I’m still not blind to the point that I’d choose to give up my own life

Well, I’m not saying here that I’m more or less important than you
I just wanna be, allow me to flow towards life’s mysteries
I just want to see things clearly
And how lucky I am to know that I’m free

So don’t fall in love with me
If you expect love to be a smiling face after some great fuck!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ido.

Lembrei de uma conta que tinha no Yahoo e então, depois de muito tempo, abri o Yahoo Messenger. Logo apareceu aquele pop-up dizendo que eu tinha setenta e seis mensagens não lidas, fazendo um link para a devida página de mensagens. Cliquei. Tchã-nã! Schkabum! Pronto.
Uma mensagem enorme: Sua conta de e-mail não está mais ativa. Embaixo, em letras mais foscas: Saiba o que isso significa:.
A única explicação que me atraiu e dominou meu pensamento foi algo como:
Todas as mensagens guardadas, enviadas, recebidas, mandadas, arquivadas, etc. nesta conta de e-mail foram removidas e não poderão ser resgatadas. Tudo pro lixo. Sem volta. Sem reciclagem. Sem transformação ou julgamento. Todas as mensagens permanentemente apagadas. Forever gone. Todos os contatos ali naquela conta, que era tida como uma conta mais pro lado profissional, foram para o espaço. Não os contatos em si, mas os contatos virtuais.
A vontade foi de puxar o coro: "Yahoo, vai tomar no cú!"
Puxei. Depois de algumas repetições do mantra, veio do centro do meu corpo uma vontade maior de expandir a música para outras entidades. Emendei na marchinha:

"Yahoo, vai tomar no cú!
Mensagens, vão tomar no cú!
Recados, vão tomar no cú!
Contatos, vão tomar no cú!..."

E assim, segui com minha caixa tocando a marcha até a praia de Copacabana.
Até o pôr-do-sol.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A Periódica.

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Que vá. Que há. Que ar!
Entre, ar! Ar que entra e ar que sai.
Sai, vá embora, viaje. Vá.
Sem paredes, hotel carrossel de papel
Chumbo, cimento e tinta.
Um mesclado.
Dois a dois, não mais não menos enamorados
Que os jovens. Os jovens! Jovem.
John Coltrane
Fazia tempo que não pescava por aqui.
Agora fica assim, meio morto, eu tô noutra
Quero gozar e comer casquinha de siri
Passar as férias, sim, em Paris. Não.
Não quero pedalar sem mar.
Passa logo, inverdade pérfida.
Como julgar pior o suor que água mineral.
Moléculas.


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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

um rio.

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Um rio. Sim, um daqueles rios que não se vê o outro lado.
Um mar de rio. Discutem teorias, no entanto, estão apenas no corredor.
E pensam que pensam, mas pensam. Pensam muito. Em paz.
Trivialidades e coisas sem importância, coisas que afastam o espírito de grupo.
E pensar que se alguém pergunta alguma coisa, me vejo em um dilema...
Quase rio, mas não se vê o outro lado. Choro. Choro de alegria, pois o choro em mim não existe. O choro em alegria é sempre triste. O riso catastrófico enfia o dedo no olho são. São muitos os anseios, as almas se trepidam, se esbarram e não sabem, desconcertadas, dizer “oi”. E se dizem, é apenas isto. Início, meio e fim.
Não há hospitalidade, são brutos. Brutos os seios, brutas as pétalas, as brisas.
Rua! Avisam. Sem palavras, apenas instinto. O vôo que vem de dentro é errado, mas talvez visto de fora seja bonito. Eu tento, tento. Consigo. Posso não gostar, mas consigo.


.26/03/2007

domingo, 11 de janeiro de 2009

do chuveiro.

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Cai uma poça de álcool do copo
Deflagra a mesa errada
Joga-se uma cinza de um pincel branco:
Suicídio no cinzeiro

Levanto-me e vou ao banheiro

A fumaça discorre sobre o manto
A bolsa quieta no colo, no ventre
Encosta perto do sexo e cai uma dose
de pinga, esbarra, espia, vê, alivia, espera

Ainda estou lá

A televisão anuncia: oferta do mês.
Desvio o olhar, olhos escuros
Leio no rádio, escuto no muro,
Rio de besta que estou, gelatinado

Mais um pouco e você vai embora

Todo o pó estacionado
Um pós - bomba ou atentado
Chupa bala, bebe água
E sonhamos amanhã cedo

Pelo ralo do chuveiro


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dona Soledad

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Hoje, madrugava, desci a rua voltando para casa e
reparei que na praia havia um visual maravilhoso.
O sol estava nascendo e a cor era uma mistura de
cinza com alaranjado rosa, vermelho claro,
e não sei mais o quê. Muito bonito. Awesome.

Estava andando em direção à paisagem
quando percebi, num clique de realidade,
que eu ia voltar para casa de metrô.
Meia-volta, tomei o caminho contrário.
Perdi a visão do nascente. Ganhei conforto.


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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

da ovação.

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É ótimo poder estar aqui cantando

nesta noite bonita de poesia

A casa cheia, ou a platéia vazia, não importa

Vamos adentrar o desconhecido



Eu serei um índio que pula

E você?

Eu vejo uma menina que vira leão

Vejo macaco e tartaruga



Quem vai cair no chão?

Hein? Escutem a música.

É uma música bacana.

Vamos, uma salva de palmas para a banda!



Vamos, palmas para a banda!

Desnecessário levantar-se da cadeira

mas aplaudam essa porra, já que nem pagam o show

eu nem quero ouvir os aplausos



Soarão como gravações aceleradas

cortadas, que produzem um som bizarro

uma linguagem de seres extraterrestres

trazendo um som avant-garde


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009



São meus olhos míopes.

domingo, 4 de janeiro de 2009

pastel

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que o vento na tarde de sol manso empurrava gentil o resto de dia que ainda existia
que o sol em marte seja manso assim enquanto de resto não importa pois não conheço
que aqueles carrinhos espaciais sejam importantes pois os que conheço não são
quem eu conheço não vale muito uma entrega de vida total e impensadamente numa hora fria
quando eu entregava pizza nos fins de tarde eu escutava no rádio o drew garabo
onde eu trabalhava cinético ofício ar condicionado comida à vontade no meu carro
como todas as noites depois do trabalho já estava à vontade em casa banho tomado


exercício de ficar ali sentado janela ao lado esquerdo soprando o vento sinistro
e vem,idéia, e vem, idéia, e nada e ao mesmo tempo assobiava uma estranha melodia
que dizia chuva sacode a cidade chuva cobre o deserto chuva a arca não está pronta
mas era apenas um deserto amarelo posto que poderia servir de banho para os turistas
só o assobio e de repente um ronco de motor de máquina um carro desembestado
eu não sabia muito de mecânica mas estava ali um desafio eu poderia simplesmente ignorar
logo logo ele parou fiquei mais tranquilo e naquele parque do dragão alguém encontrou vida

e o amarelo não sai da minha cabeça nem sai do final da praia quieta e os pescadores
os barcos desbotados de água e tempo e os peixes muitos mortos esparramados no chão
folgados daqui a pouco toca o sino e aparecem alguns doces para acalmar o instinto aguerrido
a vontade de violência o desejo intrínseco e não mais úmido que os sinos de cidades litorâneas
que os fungos não propaguem seus reinos para baixo e as garças não busquem comida no prato
dos desabrigados que observam o mundo seria muito se eles soubessem escrever poetas que são
da rua e dos acontecimentos retratariam com sabedoria a vida e discordo não teria interesse nisso

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ô coisa!


Predon! Predon!
Derruba uma lata aqui na manga?
Joga o martelo que quica matando
As pequenas formigas e um dedo.
Inchado.
Leva ao tombo o serrote,
Sem frescura, joga a carta que tem aí!
Surge!