.
Me perguntaram se eu tinha medo de pegar dengue.
Eu respondi: não tenho medo não,
mas seria bem desagradável.
Perguntaram também se eu estava com sono.
Eu respondi: não muito, e você?
Um pouco.
Levei um tapa do meu filho de um ano e oito meses.
Disse a ele: não pode bater!
Levei outro.
.
escritos verídicos e inverídicos, imagens da vida e um espaço livre. [ considere ler de trás pra frente ]
terça-feira, 31 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Contemporânea Idade
.
Um dia eu olhei para o teclado do meu computador.
Depois olhei para onde o teclado está apoiado.
É de madeira.
Outro dia eu olhei para o meu prato, numa churrascaria.
Depois olhei para todos os pratos em volta de mim.
São de carne.
Alguém disse a alguém que:
- Vi um tronco de árvore enorme em um museu em Paris.
Qual é a questão que cabe aqui?
(Droga de olhos).
E se eu digitasse este texto sobre um cadáver?
A madeira também estava viva!
Arte é isto?
...
Um dia eu olhei para o teclado do meu computador.
Depois olhei para onde o teclado está apoiado.
É de madeira.
Outro dia eu olhei para o meu prato, numa churrascaria.
Depois olhei para todos os pratos em volta de mim.
São de carne.
Alguém disse a alguém que:
- Vi um tronco de árvore enorme em um museu em Paris.
Qual é a questão que cabe aqui?
(Droga de olhos).
E se eu digitasse este texto sobre um cadáver?
A madeira também estava viva!
Arte é isto?
...
domingo, 22 de março de 2009
4 minutos:
.
Carente, passeio nu pela cidade.
Que cidade? Rio de Janeiro.
Alguém notou um homem invisível em sua xícara de café cuspida?
Madeixas loiras e muito gordas, gorduras quase imperceptíveis.
Gole de whisky num lamento profundo de ciência musical.
Contorno esta arte e bato no muro. Morte.
Morto, vagueio entre cá e lá.
Não reconheço o primeiro, o segundo, lá menor.
Enorme. Por menor que seja.
Edifícios fáceis penduram suas roupas mofadas.
E pinga uma gota a cada 14 segundos, não do ar condicionado.
A chuva aparece da janela, não cai ainda.
Venham todos! Celebração do novo morto.
Convites e mais convites em mãos dadas.
Nunca largam, nunca mais pessoas irão me visitar.
Pessoas? Quais?
Há organismo dotado de tal nome?
Verdade é que em minha vaidade, escrevo para você.
Para olhos cegos, egos.
Para cartas mal escritas, rifas.
Passo longe do bom sorriso maligno.
Se te serve uma noite, faça bom proveito, menina.
Não digo menina pelo sexo, mas pelo costume da comunicação.
Comunicação. Há?
Venham todos! Celebração do novo rosto.
Venham conhecer um novo ser em mesmo corpo.
Epílogo frouxo.
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Carente, passeio nu pela cidade.
Que cidade? Rio de Janeiro.
Alguém notou um homem invisível em sua xícara de café cuspida?
Madeixas loiras e muito gordas, gorduras quase imperceptíveis.
Gole de whisky num lamento profundo de ciência musical.
Contorno esta arte e bato no muro. Morte.
Morto, vagueio entre cá e lá.
Não reconheço o primeiro, o segundo, lá menor.
Enorme. Por menor que seja.
Edifícios fáceis penduram suas roupas mofadas.
E pinga uma gota a cada 14 segundos, não do ar condicionado.
A chuva aparece da janela, não cai ainda.
Venham todos! Celebração do novo morto.
Convites e mais convites em mãos dadas.
Nunca largam, nunca mais pessoas irão me visitar.
Pessoas? Quais?
Há organismo dotado de tal nome?
Verdade é que em minha vaidade, escrevo para você.
Para olhos cegos, egos.
Para cartas mal escritas, rifas.
Passo longe do bom sorriso maligno.
Se te serve uma noite, faça bom proveito, menina.
Não digo menina pelo sexo, mas pelo costume da comunicação.
Comunicação. Há?
Venham todos! Celebração do novo rosto.
Venham conhecer um novo ser em mesmo corpo.
Epílogo frouxo.
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segunda-feira, 16 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
não sei o quê, sei lá, porra.
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já que é pra falar de amizade
faço broncas tardes pretas e sais
internamente, horas e horas a fio, linha
de telefone, este quase vencido por algum
outro meio de suicídio do espírito
segundo: basta um olhar e silencio
vai pensar, não pensa. não agora
já
viu mas não pôde decifrar ou compreender
faço jus ao celibato.
quantas mães parindo por aí
por aí cigarros acesos constantemente
quanta esmola está em jogo?
salva-te pro final, moribundo
ganha seu dia de hoje
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já que é pra falar de amizade
faço broncas tardes pretas e sais
internamente, horas e horas a fio, linha
de telefone, este quase vencido por algum
outro meio de suicídio do espírito
segundo: basta um olhar e silencio
vai pensar, não pensa. não agora
já
viu mas não pôde decifrar ou compreender
faço jus ao celibato.
quantas mães parindo por aí
por aí cigarros acesos constantemente
quanta esmola está em jogo?
salva-te pro final, moribundo
ganha seu dia de hoje
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
do amor.
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Sou eu vestido de preto, casaco cinza.
Aquele era eu, quando acordei e sussurrei ao oculto que eu estava dormindo?
Pela rua, um andarilho pisa em ladrilhos e escolhe cada pedra.
Ele parece ter uma equação para resolver, enquanto decide se pisa na da esquerda ou na da direita. Uma pessoa de tamanha força que não se pode dizer que seja isso ou aquilo.
Sou eu, aquele oficial militar que fica parado o dia inteiro como um soldado?
Era a minha sombra, aquela que ia embora, vendo que eu não desisti de mim mesmo, ainda. Chapéu eu ainda não uso, mas com uma certa relutância, começo a procurar.
E quanto tempo perdemos enjaulados num quadrado errado de coisas erráticas?
Jogando as palavras fora, jogando-as no ar pára-voar, não em poemas, em catarses de dramas cotidianos. Vinda. Sobe mais um degrau.
Aquele sujeito em trevas sentado num banco acerca da igreja era eu.
Tentado a fazer um atentado a outro ser, na morbidez e penumbra do olhar e sentimento quase nuvem negra por cima da cabeça. Corpo violento para fins de amor.
Quanto puder protejo, mesmo que seja com a entrega deste plano para outros planos.
Eu trocaria uma morte extra por uma vida alheia.
Aquele era eu, quando me perguntava, com raiva, se valeria a pena matar?
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Sou eu vestido de preto, casaco cinza.
Aquele era eu, quando acordei e sussurrei ao oculto que eu estava dormindo?
Pela rua, um andarilho pisa em ladrilhos e escolhe cada pedra.
Ele parece ter uma equação para resolver, enquanto decide se pisa na da esquerda ou na da direita. Uma pessoa de tamanha força que não se pode dizer que seja isso ou aquilo.
Sou eu, aquele oficial militar que fica parado o dia inteiro como um soldado?
Era a minha sombra, aquela que ia embora, vendo que eu não desisti de mim mesmo, ainda. Chapéu eu ainda não uso, mas com uma certa relutância, começo a procurar.
E quanto tempo perdemos enjaulados num quadrado errado de coisas erráticas?
Jogando as palavras fora, jogando-as no ar pára-voar, não em poemas, em catarses de dramas cotidianos. Vinda. Sobe mais um degrau.
Aquele sujeito em trevas sentado num banco acerca da igreja era eu.
Tentado a fazer um atentado a outro ser, na morbidez e penumbra do olhar e sentimento quase nuvem negra por cima da cabeça. Corpo violento para fins de amor.
Quanto puder protejo, mesmo que seja com a entrega deste plano para outros planos.
Eu trocaria uma morte extra por uma vida alheia.
Aquele era eu, quando me perguntava, com raiva, se valeria a pena matar?
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
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A chave do universo. Quem planta todas essas árvores?
Sombras fazem, talvez, um único caminho para um saber preciso.
Exato não, mas, quando não se percebe isso nos dia-dias vividos, perde-se.
É desperdício de vida, quando o bloqueio é intransponível.
Faz um frio. Dia antes fez frio, hoje faz calor. Contraria os meus estímulos.
Brinca, é...brinca com a minha pequena sabedoria.
E os documentos, então? Ah...e se eu fosse outro a cada dia?
Abraços não podem ser dados. Acontecem.
Chega de pensar tanto nela. Preciso me cuidar.
A chave do universo, por favor. Abram tudo.
31/05/2007
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A chave do universo. Quem planta todas essas árvores?
Sombras fazem, talvez, um único caminho para um saber preciso.
Exato não, mas, quando não se percebe isso nos dia-dias vividos, perde-se.
É desperdício de vida, quando o bloqueio é intransponível.
Faz um frio. Dia antes fez frio, hoje faz calor. Contraria os meus estímulos.
Brinca, é...brinca com a minha pequena sabedoria.
E os documentos, então? Ah...e se eu fosse outro a cada dia?
Abraços não podem ser dados. Acontecem.
Chega de pensar tanto nela. Preciso me cuidar.
A chave do universo, por favor. Abram tudo.
31/05/2007
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Eu não acredito em Tempo.
Este que fala bem alto e quase grita
Ao mudo fardo sonoro explicativo.
Emprega colunas roliças
Uniformemente, com algumas escalas
Nos entremeios e navegadores.
Posso dizer que é incolor ou de todas as cores.
Um bicho redondo que se apega ao punho
E vive a sua vida, da sua maneira
Por alguns bons anos e,
Depois troca-se a bateria e está tudo bem.
Renovação.
Mais um tempo equivalente a dois tempos
Vezes cinqüenta mil e uma unidades de valor.
Valor este que se desfaz assim, num pó de segundo.
Este mundo é de lembranças.
Apaguemos agora as memórias
Não existe mais medida
Só há o indizível.
Ao mudo fardo sonoro explicativo.
Emprega colunas roliças
Uniformemente, com algumas escalas
Nos entremeios e navegadores.
Posso dizer que é incolor ou de todas as cores.
Um bicho redondo que se apega ao punho
E vive a sua vida, da sua maneira
Por alguns bons anos e,
Depois troca-se a bateria e está tudo bem.
Renovação.
Mais um tempo equivalente a dois tempos
Vezes cinqüenta mil e uma unidades de valor.
Valor este que se desfaz assim, num pó de segundo.
Este mundo é de lembranças.
Apaguemos agora as memórias
Não existe mais medida
Só há o indizível.
conceito de tempo.
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O tempo surgiu no século I, posto que século se escreve com algarismos romanos e não há o número zero dentre eles. Fragmen Tahr, arqueólogo e pesquisador, constatou que em suas caminhadas diárias para o trabalho, sempre chegava antes de seu vizinho e colega, Ignore Tempo que sofria de pés atrofiados e caminhava com dificuldade imensa. Ingman declarou publicamente que sabia da existência do “tempo”, conceito estabelecido desde então, e o nomeou em homenagem a seu vizinho.
No entanto, o tempo era um conceito indizível, poderia apenas ser experimentado em forma de efeitos nos itens do mundo cotidiano. Um evento acontece e é sucedido por outro e assim progressiva e indefinidamente.
Tahr foi misteriosamente abduzido e, desde então, a origem do tempo é tida como um conceito vago, misterioso e pouco conhecido do ser humano comum.
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O tempo surgiu no século I, posto que século se escreve com algarismos romanos e não há o número zero dentre eles. Fragmen Tahr, arqueólogo e pesquisador, constatou que em suas caminhadas diárias para o trabalho, sempre chegava antes de seu vizinho e colega, Ignore Tempo que sofria de pés atrofiados e caminhava com dificuldade imensa. Ingman declarou publicamente que sabia da existência do “tempo”, conceito estabelecido desde então, e o nomeou em homenagem a seu vizinho.
No entanto, o tempo era um conceito indizível, poderia apenas ser experimentado em forma de efeitos nos itens do mundo cotidiano. Um evento acontece e é sucedido por outro e assim progressiva e indefinidamente.
Tahr foi misteriosamente abduzido e, desde então, a origem do tempo é tida como um conceito vago, misterioso e pouco conhecido do ser humano comum.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Chapéu e Bambu
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Ei, quero o chapéu desse cara. É um chapéu muito bonito, muito vistoso.
Não, menino, esse cara é meu e o chapéu vem junto com o pacote todo.
Toma uma rasteira, moço bobo, vê se tu não tá pro meu jogo.
Deixa esse moleque aí com esse chapéu de palha pálida e desengonçada.
E vê o chapéu, e sente que alguma coisa mudou. Será um chapéu?
Ele não sabe o que é, mas finalmente coloca o objeto na cabeça e sua vida muda,
Como em uma música, ele dança e se mexe como o chapéu faria se fosse um desenho animado. Até a hora em que ele toma conta de minha cabeça, ou quase isso, porque chega ela e com seu bambu, me ataca.
Ela pega o bambu e dança como com um homem, ou alguma coisa roliça, em forma redonda, brinca como fazem os guerreiros, a natureza que automaticamente alcança sua íntima certeza. O instinto. Ela precisa brincar com o instinto, a natureza, a selva, a floresta, os bichos, o besouro, e o chinês talvez. Chapéu de malandro, canos e canos, planos de roubar a mocidade da menina, que foi pra China. Talvez um pouco de Cuba, mas não é preciso que seja mais que alguns segundos.
Somos felizes por pouco tempo, talvez. Somos felizes, apesar de tudo.
E fica um vazio entre toda essa dança e o guarda-chuva.
Ele é preto e está por ali sem querer nada. Fora de contexto. Ele me traz ao contexto.
De repente, perco minha ação, vejo que ela também perdeu. A única coisa que me resta fazer é girar o guarda-chuva. De cabeça para baixo, girar o guarda-chuva.
O guarda-chuva de cabeça para baixo.
17/05/2007
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Ei, quero o chapéu desse cara. É um chapéu muito bonito, muito vistoso.
Não, menino, esse cara é meu e o chapéu vem junto com o pacote todo.
Toma uma rasteira, moço bobo, vê se tu não tá pro meu jogo.
Deixa esse moleque aí com esse chapéu de palha pálida e desengonçada.
E vê o chapéu, e sente que alguma coisa mudou. Será um chapéu?
Ele não sabe o que é, mas finalmente coloca o objeto na cabeça e sua vida muda,
Como em uma música, ele dança e se mexe como o chapéu faria se fosse um desenho animado. Até a hora em que ele toma conta de minha cabeça, ou quase isso, porque chega ela e com seu bambu, me ataca.
Ela pega o bambu e dança como com um homem, ou alguma coisa roliça, em forma redonda, brinca como fazem os guerreiros, a natureza que automaticamente alcança sua íntima certeza. O instinto. Ela precisa brincar com o instinto, a natureza, a selva, a floresta, os bichos, o besouro, e o chinês talvez. Chapéu de malandro, canos e canos, planos de roubar a mocidade da menina, que foi pra China. Talvez um pouco de Cuba, mas não é preciso que seja mais que alguns segundos.
Somos felizes por pouco tempo, talvez. Somos felizes, apesar de tudo.
E fica um vazio entre toda essa dança e o guarda-chuva.
Ele é preto e está por ali sem querer nada. Fora de contexto. Ele me traz ao contexto.
De repente, perco minha ação, vejo que ela também perdeu. A única coisa que me resta fazer é girar o guarda-chuva. De cabeça para baixo, girar o guarda-chuva.
O guarda-chuva de cabeça para baixo.
17/05/2007
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
É.
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Não quero escrever.
Trabalho. Mecânico.
Não quero fazer.
Não quero pegar.
Trabalho. Preguiça.
Não vou levantar.
Não quero dividir.
Egoísmo. Trauma.
Não vou discutir.
.
Sétima
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Não senti, não era gente.
Não saboreei, não havia sabor algum.
Não toquei, não era item.
Não beijei, não era capricho.
Não ouvi, não era surdo.
Não corri, não era tábua.
Não sofri, não era mágoa.
Nem era sorte, toda semana.
Cada que passa, nada.
Tudo que passa, reticências.
Sempre que passa, talvez.
Velha que passa a vez.
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Não senti, não era gente.
Não saboreei, não havia sabor algum.
Não toquei, não era item.
Não beijei, não era capricho.
Não ouvi, não era surdo.
Não corri, não era tábua.
Não sofri, não era mágoa.
Nem era sorte, toda semana.
Cada que passa, nada.
Tudo que passa, reticências.
Sempre que passa, talvez.
Velha que passa a vez.
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
A rixa do carrossel com a roda gigante
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Vontade de ir embora
de um lugar nenhum qualquer
Falar nada e assombrar o mínimo
sem barulho nenhum
Foguete para as estrelas
Estalos de um ovo claro
Sorriso de boca cheia
Cheia por todos os lados
Frutiferando plantas todo grau
em viveiros de centauros
Ops, desculpa o devaneio
- São palavras não construídas
Ator embolsa dinheiro
pedras falando com flor
Um mosquito me picou a perna
porque sou mamífero
Meramente interrogativas,
frases sentençam.
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Vontade de ir embora
de um lugar nenhum qualquer
Falar nada e assombrar o mínimo
sem barulho nenhum
Foguete para as estrelas
Estalos de um ovo claro
Sorriso de boca cheia
Cheia por todos os lados
Frutiferando plantas todo grau
em viveiros de centauros
Ops, desculpa o devaneio
- São palavras não construídas
Ator embolsa dinheiro
pedras falando com flor
Um mosquito me picou a perna
porque sou mamífero
Meramente interrogativas,
frases sentençam.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quase sem assunto e etcetera
.
Quase sem assunto, ao pensar sobre uma pauta, um tema para o que escrevo. Simplesmente então preparo um leite com achocolatado e bebo. Vou passando o que penso para cá. Posso concordar ou não, é só uma constatação. Explicações de como é o meu processo de escrever.
E olha que talvez eu nem seja o personagem das minhas histórias. Tudo no meu mundo leva
um pouco de mim. Tenho achado muita coisa errada, mas admito que discordo até de
alguns hábitos que pratico.
Fiquei um dia inteiro no salão. Tratar o cabelo. Eles são bons. Ótimos. A mulher me segurou no secador, mas eu estava muito atrasada, e de repente o cheiro dos produtos no salão me deixou com alergia, comecei a sentir muita fome. Sempre que posso vou passear no mundo do consumo com minha mãezinha. Amanhã é o dia da minha formatura. Preciso de um vestido mais bonito
do que o das outras. Fato.
...
O bom senso do "mundo" e as suas estranhezas me deixam espevitado.
A rigidez da mesquinhez da sensatez me convence de que convivemos entre a raiva e o medo.
Até acharmos o segredo que não é segredo.
O mundo entra em colapso, nesta hora.
O mundo entra em colapso quando não o pensamos.
Eu preparei um belo presente.
Ninguém viu.
Eu preparei um presente especial,
Pessoa, lugar, hora, real, todos os lados, bonito, bonito.
Muitos não vêem o presente que têm.
E saibam: não há nada de mal nisso.
às vezes é triste pensar nisso.
Então me retraio e me ocupo com outra coisa.
. vejam o meu ponto!!
Quase sem assunto, ao pensar sobre uma pauta, um tema para o que escrevo. Simplesmente então preparo um leite com achocolatado e bebo. Vou passando o que penso para cá. Posso concordar ou não, é só uma constatação. Explicações de como é o meu processo de escrever.
E olha que talvez eu nem seja o personagem das minhas histórias. Tudo no meu mundo leva
um pouco de mim. Tenho achado muita coisa errada, mas admito que discordo até de
alguns hábitos que pratico.
Fiquei um dia inteiro no salão. Tratar o cabelo. Eles são bons. Ótimos. A mulher me segurou no secador, mas eu estava muito atrasada, e de repente o cheiro dos produtos no salão me deixou com alergia, comecei a sentir muita fome. Sempre que posso vou passear no mundo do consumo com minha mãezinha. Amanhã é o dia da minha formatura. Preciso de um vestido mais bonito
do que o das outras. Fato.
...
O bom senso do "mundo" e as suas estranhezas me deixam espevitado.
A rigidez da mesquinhez da sensatez me convence de que convivemos entre a raiva e o medo.
Até acharmos o segredo que não é segredo.
O mundo entra em colapso, nesta hora.
O mundo entra em colapso quando não o pensamos.
Eu preparei um belo presente.
Ninguém viu.
Eu preparei um presente especial,
Pessoa, lugar, hora, real, todos os lados, bonito, bonito.
Muitos não vêem o presente que têm.
E saibam: não há nada de mal nisso.
às vezes é triste pensar nisso.
Então me retraio e me ocupo com outra coisa.
. vejam o meu ponto!!
da relação.
.
A gente se dava tão bem, sua puta.
Foi fácil encontrar um canal legal de comunicação.
Conversamos sobre tantas coisas,
Tantos sonhos grandes, escrota.
Eu me mostrei a você, foi bom, você gostou,
Eu de você, mas não mostramos tudo.
Babaca.
O seu jeito é tão lindo, o teu sorriso, tudo, merda.
Você é tão burrinha, tão chata e frágil.
Gosto muito de estar contigo, de te bobear.
Sua idiota, cabecinha fraca, boba.
Vamos passear no parque, ver o céu e o infinito?
Quero voar junto, te dar soco, te abraçar, te afogar.
Eu sou um pombinho, olhando pela janela o amor que vê.
Aquela maluca, escrota,
Que faz sorriso trouxa de idiota é pouco.
Bacana.
Vamos começar de novo?
A gente se dava tão bem, sua puta...
Foi fácil encontrar um canal legal de comunicação.
Conversamos sobre tantas coisas,
Tantos sonhos grandes, escrota.
Eu me mostrei a você, foi bom, você gostou,
Eu de você, mas não mostramos tudo.
Babaca.
O seu jeito é tão lindo, o teu sorriso, tudo, merda.
Você é tão burrinha, tão chata e frágil.
Gosto muito de estar contigo, de te bobear.
Sua idiota, cabecinha fraca, boba.
Vamos passear no parque, ver o céu e o infinito?
Quero voar junto, te dar soco, te abraçar, te afogar.
Eu sou um pombinho, olhando pela janela o amor que vê.
Aquela maluca, escrota,
Que faz sorriso trouxa de idiota é pouco.
Bacana.
Vamos começar de novo?
A gente se dava tão bem, sua puta...
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
fim do plural
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O homem sente-se só.
Ele acorda do sono e cai.
Desce pelo elevador e não há óleo.
Espremido pelas paredes,
Teto e chão, as cadeiras podem cortar,
O sofá pode congelar.
A solidão avassala o corpo
E a atenção então se torna evidente
Para si.
Um dia, uma noite de homem extremamente solitário.
O único ser no planeta...
Negado.
O pastor se torna aviário.
Extraterrestre no pântano.
Cadeiras populares nas calçadas.
A bíblia e uma pinga.
Trapos de figurino real.
De vida.
Só e chamando, chamando...
Andando pelo corredor,
Preenche dias.
.
O homem sente-se só.
Ele acorda do sono e cai.
Desce pelo elevador e não há óleo.
Espremido pelas paredes,
Teto e chão, as cadeiras podem cortar,
O sofá pode congelar.
A solidão avassala o corpo
E a atenção então se torna evidente
Para si.
Um dia, uma noite de homem extremamente solitário.
O único ser no planeta...
Negado.
O pastor se torna aviário.
Extraterrestre no pântano.
Cadeiras populares nas calçadas.
A bíblia e uma pinga.
Trapos de figurino real.
De vida.
Só e chamando, chamando...
Andando pelo corredor,
Preenche dias.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
CAVIDADE OCA
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Eu não tenho coração
Sou um côncavo vazio desconexo
Meu corpo perambula pela noite, um refém
Das trevas, dos céus e estrelas filhas do sol
.
Sim, positivo sou ser será que sou eu sim
Nutre o pequeno desejo, o mero querer
De me ver de dentro, exposto
Um outro eu, com a sua vontade e liberdade
.
Já li quantos livros, eu já nem lembro mais
Dadas falas, e discursos sempre, quase sempre
Sobre o que se movimenta pela superfície da Terra
E, raro, sobre o que permeia toda a teia de vida que me encerra
.
Eu abri o meu peito
Pesquiso soluções para pequenos problemas
Os meus atos são, agora, pensados no último instante
Se eu me comportar diferente, aceite, não é defeito
.
Eu não tenho coração
Sou um côncavo vazio desconexo
Meu corpo perambula pela noite, um refém
Das trevas, dos céus e estrelas filhas do sol
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Sim, positivo sou ser será que sou eu sim
Nutre o pequeno desejo, o mero querer
De me ver de dentro, exposto
Um outro eu, com a sua vontade e liberdade
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Já li quantos livros, eu já nem lembro mais
Dadas falas, e discursos sempre, quase sempre
Sobre o que se movimenta pela superfície da Terra
E, raro, sobre o que permeia toda a teia de vida que me encerra
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Eu abri o meu peito
Pesquiso soluções para pequenos problemas
Os meus atos são, agora, pensados no último instante
Se eu me comportar diferente, aceite, não é defeito
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Welcome aboard!

Vamos, não temos tempo para esgotar em ralo.
Neste mundo não há sobreviventes.
Corram, bebam suas caras.
Escrevam, até sangrar o branco da carta.
Pegue, simplesmente, um copo de água.
Erga sua mão para um cumprimento.
Faça tudo com todo, o inteiro.
Seja um estar mais que um bombeiro.
Depois sonhe com águas que invadem tudo,
Portas que se abrem no fundo do porão.
Não há tempo, porém, espere o sempre.
Neste mundo não há sobreviventes.
Sempre a convocação no papel
Do jeito que se desfaz fazendo.
Não sei porque escrevi estas linhas,
Apenas deixei o meu corpo agir.
Silêncio!!!!
(Tiros)
- Daqui, meus amigos, ninguém sai vivo! -
Falou alguém que não se identificou.
Neste mundo não há sobreviventes.
Corram, bebam suas caras.
Escrevam, até sangrar o branco da carta.
Pegue, simplesmente, um copo de água.
Erga sua mão para um cumprimento.
Faça tudo com todo, o inteiro.
Seja um estar mais que um bombeiro.
Depois sonhe com águas que invadem tudo,
Portas que se abrem no fundo do porão.
Não há tempo, porém, espere o sempre.
Neste mundo não há sobreviventes.
Sempre a convocação no papel
Do jeito que se desfaz fazendo.
Não sei porque escrevi estas linhas,
Apenas deixei o meu corpo agir.
Silêncio!!!!
(Tiros)
- Daqui, meus amigos, ninguém sai vivo! -
Falou alguém que não se identificou.
sábado, 24 de janeiro de 2009
do dom.
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Não me venha com essa de carpinteiro!
Jesus foi, foi um bom político.
Noé fez a arca.
Jesus fez o que?
A mesa da casa?
.
Não me venha com essa de carpinteiro!
Jesus foi, foi um bom político.
Noé fez a arca.
Jesus fez o que?
A mesa da casa?
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