escritos verídicos e inverídicos, imagens da vida e um espaço livre. [ considere ler de trás pra frente ]
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Suma
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Sal
Saudade de
Dade
Dela
Orla
Orlando the
Land
Lendo
Mar
Maracanã
Maraca raca
Raça
Epa
Ipanema né
Mané?
Neca.
Urca
Te juro, cara
Tijuca Juca
De caju.
Céu
Selton, Belo,
Tom, Cielo,
E toma amarelo
Terra
Terráqueos que
Os hackers hackeiam
E ei, aonde está aquilo?
Obstáculo:
Ridículo
Testículo
Colado ao culo
Fim
Finca lá
Cala a fim
De calar
De colar
Lar
Largar cola
De lado lá
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Come baby
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During the times I am with you
I never stop doubting about our illustration
Wandering around
Strolling at the university
One day I hugged you so affectionately
And you swerved away
That day, I realized myself being so lonely
But at night this all-of-a-sudden girl came along…
And she messed the whole thing up
She messed it all up, she did
I told you that when we separate one time
The next time together may not be
Slowly I become… numb
I see the picture of my perfect life… gone
In the face of my son
In the name of it all
So I am here
Smiling at everyone that looks at me
Desperate, needy, friendly, witty, all at once
I dance till morning comes
To whisper in your ears… baby, come
Baby come, baby come
Baby come, come back home
Back to me
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Certa vez num bate-papo de internet...
- Olá.
- Oi.
- Tudo bem?
- Sim.
(silêncio)
- Err... quer teclar?
- De onde? Sem foto? Não falo com quem não tem foto!
- Mas eu tenho foto. E você tá me soando meio besta... muito metidinha!
- Não, não estou.
- Tá sim.
- Que seja. Então não fale comigo, simples!
- Por que não? Só por que é metida? Falo com metidas o tempo todo. Trabalho com metidas.
- Porém, eu que não sou! Não quero falar com você! FATO!
- Por que não?
(a metida fica offline)
Eu hein, parece que comeu cocô.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
É quando eu digo ‘vamos’, mas nem eu sei para onde.
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Toda vez que olho em volta, o que vejo é gente.
Tenho andando muito por aí, cidade grande, meio perdido.
Tanto que preciso de um lugar mais menos gente,
Todo lado aquele mato, árvores, bichos, um silêncio enchente.
Muitas vezes que lhe digo ‘vamos’, estou pedindo abrigo.
Mastigo azedo o sarapatel mensageiro de um negativo.
Movimento de tentar entender isso é somente perigo.
Meus trinta anos me dizem para dizer o mínimo.
Para somente ser calmo, firme e honesto para viver bem.
Pelo menos alguma esperança me resta, no meio da testa.
Porreteada com as mãos, batendo com a parte de baixo, claro.
Punho cerrado. Vigorosas batucadas na mesa de teca.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
sobre a maturidade
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Vamos tentar!
Como se o céu acompanhasse o meu chorar,
Gotas e gotas, um banho de choro também jorra
Do céu noturno com delicado pincelado acinzentado.
E enquanto assisto ao cair da chuva, e enquanto penso,
Sua intensidade aumenta, numa possível tentativa
De me fazer perceber que o que penso é o que vivo.
E aumenta mais ainda, até que percebo o seu crescimento.
Juntos, concluiremos que, por experiências,
Podemos notar que um dia, o céu cessará o choro.
Então, viro-me de costas para a chuva e sorrio.
Entendo tudo o que ela já sabia e acho graça.
Penso nas sábias palavras de meu pai: aceitar o inevitável.
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Sinfonia número dois, de Salvador Dalí.
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O que se vai, é o que deve ir.
Se não fica, deve.
Antes do final definitivo,
O final verdadeiro e fatal,
Sinto ser difícil, muito,
Abrir as mãos e deixar voarem
As lembranças para o chão.
Balançando suavemente, penas
Caindo levemente sobre a quentura
Do chão.
E matando o silêncio do agora.
E como se não houvesse hora,
Parto para cima de tudo
Moendo os caminhos do que me tenta
Brecar.
Cometo algum crime, um crime qualquer,
Um ato contraventor
Como uma corda amarrada ao ventilador
No teto de uma casa
Pendurando um pardal bege.
Pálido sob o brilho da luz esbelta.
E as telas de Chopin me fazem arder
De pimenta em tudo, até sopa, na Bahia.
Café não, pois que não cede.
Nem tudo pede uma tragédia, pois há quem ceda
Ao violento estar de um feiticeiro no ápice da manhã.
Impaciente o beija, e ele quer o carinho.
E sentia o sol pressionando seu couro.
Seus pelos e tudo o que mais poderia querer
Naquele lúdico dia.
E era simplesmente tudo e nada, sem escolha.
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sexta-feira, 19 de março de 2010
O terrorista adotivo
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É de dentro da lama oblíqua que vemos
Vemos alguém emergir da espessa gosma
De uma teia tecida com cuidado e lógica,
Porém sem o sentimento que lhe falta o toque
Brincadeira de destino, ou coisa assim
Disse que acreditava que existia algo de ruim
Por trás de todo esse dá-tudo-errado que assombrava
Nossos dias de trás para frente, sem errar, sem errar a marcha
Foge! Corre! Some!
Basta um indício de sobriedade para que extraia
O pior de um terrorista
Este pior ainda quando dorme contigo
Seu pior inimigo, aquele que te conhece
No acalento, perigo, nas pequenas hesitações e vacilos
Não pode vacilar, é partir. Uma ação forte e verdadeira.
Uma força que vem nem sei de onde, mas existe. E age
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
espera
Ô moço...
Não tô conseguindo chegar até aí...
Faz um favor, faz. Manda uma ajuda.
Alguma coisa do céu, sei lá!
Preciso me ajustar de vez
Aqui tá uma bagunça danada,
É muita coisa espalhada
E o chão tá difícil de achar!
Tem ponte no meio do caminho,
e na ponta, onde daria pra pisar,
tem muito espinho, ai moço!
Há o que se fazer?
É...só o tempo de esperar.
O músico não toca.
O cantor não canta.
O poeta não escreve.
Há um abismo sem ponte, pra atravessar...
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Dou aulas particulares e públicas de inglês.
Cobro justo.
Para me contatar, mande um email pedindo meu telefone. E ligue. Eu irei falar para me escrever um e-mail detalhando o serviço que deseja. Responderei ao e-mail pedindo seu telefone. Quando receber sua resposta, ligo. Digo que vou mandar um e-mail com os valores e alguns esclarecimentos extras. Mando o email. Aguardo sua resposta concordando ou não com o fechamento do negócio. É possível uma negociação. Se responder positivamente, marcamos o início. Se negativamente, não. Se não responder, ligo. Pergunto se recebeu meu e-mail.
Enfim, é uma longa história sobre a comunicação nos dias de hoje.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Aleatoriamente.
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Hoje cai a minha vida.
Cai do céu branco ofuscado então cinza.
Despeço-me de todas as lembranças e feridas
Como se nunca tivesse tido-a como amiga, a vida.
Amanhã é palavra e tudo vem.
Deslizamento de tarefas e compromissos.
Como uma enorme ameaça de chuva, temporal
Azul e nuvens sufocantes. Nada disso.
Todos os dias começam como o primeiro.
Já acordei tarde e vejo o que já foi feito, já que
Não participei do início de tudo. Não sei onde me perdi.
Sonhos, não mais. Eu sabia de tudo que estava lá.
Se procuro o céu, o que vejo são quinas.
De prédios. De construções quadradas feitas por guindastes
E marretas em mãos lascadas. Não é brincadeira.
Até lá, preciso ultrapassar duas grades.
Tudo escuro, triste o bastante para pôr fim a tudo.
Nesta alegria fina, encontro meu repouso, o meu destino.
Desatino máximo.
É não saber que não sabe e não suspeitar disso.
Pressentir o que virá.
O vento que acaricia a minha barba
Também me sacode o tronco, em rompantes
Aleatórios, entre ventos e brisas.
Pode ser que neste augúrio, sinta.
O tal universo movendo as forças comigo
Trazendo o mundo comigo e todas as outras
Coisas que eu preciso. Não são tantas.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
repartido
Fomos amigos
Talvez nem tanto
Mas quem explicaria
Uma lógica dessas
Uma galera à noite
Em Copacabana
Num bando de doze
De dez, e de seis
Bebemos cerveja
Fizemos fumaça
E poesia coletiva
Na mesa molhada
Aniversário
De uma menina
Nove do nove do nove
De esquina em esquina
E sentimos o amor
Flutua na carne
De um salgado
É tão doce
Beijar fugitivo
De pouca viagem
Ficamos ali e aqui
Longe e separados
E no chegar da manhã
Nós
Os seis
Assistimos ao vômito
E compramos queijo
E coca cola
Para comer e beber
Queijo e coca cola
E ainda que o dia
Consigo voltar para mim
E mesmo que digam
Oi, sou o grande tal
Não posso acreditar
É modo de falar
Pois neste instante
Meu sono é
11/09/2009
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
aquela defesa da música
Dai diz:
uma poesia é arrebatadora
Rafael diz:
é a sua tara, né?
já disse, não vai encontrar aqui nenhum virtuoso.
uma poesia você tem que ler!
você tem que pegar num livro
ou olhar pra uma tela.
virar o pescoço!
se concentrar e prestar atenção.
a música te bate!
ela te estupra.
você não tem que fazer nada.
não há defesas.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
da série: "da série": dois mil e dez, o futuro é aqui
Ser por ser, estar aqui presente neste ano de dois mil e dez é incrível!
Faz muito tempo, agora, que muitas coisas aconteceram... E é preciso usar
pequeno vocabulário simples, ou até chulo, para demonstrar de uma forma mista
e talvez fria, o meu contentamento e minhas lembranças que não necessariamente relatarei.
Rei do rock, Elvis? Kundera? Além de imaginação. A cara do feto...os olhos pretos do feto.
Montagem. Colagem. Pra que servem? Onde vão? Onde está a cara do mundo velho, que agoniza, segundo notícias de todas as partes. As terras vão caindo e, meu deus, pra onde mais elas poderiam ir? Para cima? Eu não vejo televisão, mas ela me vê. E quando me vejo nela, acho que sou preto. Vejo vultos, o reflexo no vidro. Sigo andando, sim e...quando chego mais na frente,
penso se sempre andamos para frente, por mais que andemos para trás ou para os lados. Estamos sempre seguindo em frente. Ô caminhoneiro, essa vai pra você que me escuta nesta noite noturna, fria, de dezembro... Nesta noite mágica.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Bacalhau, vovó Sônia, papai Junior, Vovô Francisco, ah vôôô.....!
Uma árvore grande, luzes piscando, musiquinha - a tradicional.
Presentes grandes e caros, obrigado! Na infância havia abundância.
E a casa era cheia de convidados. E era bom só quando meus pais eram separados,
pois juntos era muito chato. Eu não lembro como era, mas era chato.
No natal, faz falta lentilha no arroz, azeite pra deleite.
Faz falta rabanada crocante e metricamente molhada.
Falta música alta!
Música antiga, rock and roll, reggae, música chata. Jazz.
Blues e funk são quaase iguais, quando se trata de Natal.
Falta um som bom, profissional, falta cadeira pra sentar,
e ar condicionado em todos os ambientes.
Corrida na casa da vovó, na rua Moura Brito, presentes,
muitos presentes, coisas gostosas, castanhas de todos os tipos.
Comida e muita fartura. Não lembro tão bem do bacalhau,
não havia obsessão. Hoje em dia eu só penso na hora de comer
aquele peixe seco, duro e salgado. E caro!
Objetivo sobre o tempo
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Lembre-me mais tarde
E o menestrel das noites, muitos surgirão.
Mas, mudando de assunto, o computador, hoje,
Está me atrapalhando muito no que diz respeito
Ao ato de escrever.
Como não é direto e fisicamente ligado ao corpo humano,
Como acontece nas já aposentadas máquinas de datilografar,
O computador funciona por seus próprios meios.
Meios estes que, ao serem acionados pela tecla ou clique,
Correrão por várias etapas até chegar ao meu objetivo.
Qual é o meu objetivo?
Ter o texto escrito no ato de falar.
No tempo de falar. No tempo da fala.
Morou?
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ela, ela, ela... é festa na favela!
E os fogos são esparsos lá no céu. E brilha a noite envolvida de cores vindas do morro em frente à minha janela da sala. É festa na favela. Flamengo campeão, sim. A seca acabou. Caminhão tombou, carreta enguiçou, avião atrasou, kombi não passou, enfim: o carregamento chegou! Soltem fogos, comemorem! Feliz Natal, finalmente, podem dizer aqueles que dependem disso. Feliz Natal! E alguém me disse que desgosta desse alvoroço por Natal e, por isso, gostou de ver que no meu blog não havia nenhuma menção a ele. Pois aí está. Queimei-me a língua perante uma fã específica. Que hajam outras. Especificidades. Fãs. Não tão elegante dizer assim, mas alguém que olhe dentro dos olhos e sinta alguma admiração. Ultrapassa a aparência, vai além do talento. É o tempo que poucos dão a si próprios para olhar dentro do outro. E nesta noite de fogos, de festa e alegria na favela, a alegria contagia também meu simples apartamento, duas ruas abaixo. Pois moro na tijuca e aqui não há lado sem morro. E não há morro sem favela. Se houver, alguém me conte. Vou pra lá e juro que não espalho a notícia. Mas eu não juro. - disse. Nem espalho a notícia. - completou.
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