.
Escrever tá caro e dá barato
Se chamar de tio eu num pago
A rodada da semana é boa
Tem jogo do meu mengão de novo
Salve toda multidão calada
Minha santa diversão sofrida
Quase nunca eternamente pasma
Advento do turismo, esta cidade
Se eu te pago uma gelada, dá um beijo
Se eu te dou um beijo, paga um
Toma um vôo, catch a plane
Dança a dança do harém
Máquinas de costurar são bem-vindas
Aceito tablets, ou whatever
Aparelho que você me der, eu mereço
Tecnologia de primeira
Uma Stella pra beber
Maria pra fumar
Um sonho pra me atravessar
O fim de semana
.
escritos verídicos e inverídicos, imagens da vida e um espaço livre. [ considere ler de trás pra frente ]
sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
No encontro sincontro
.
Eu não sei como é que você
Ainda olha pra mim
Você é bem, posso dizer
Linda demais para mim
Jovem também, eu sei,
Também sou.
Fora daqui vamos nós,
Pular em barquinhos no sol
E flutuar pelas ruas do mar
E andar em corridas ganhar
O mundo a sós
E cada um se vai
E se vira e se torna um só
Se esvai o que faz de nós alguém
Nesse mundo só esse
E nos outros mais, nos que nos
Encontramos
Em outras avenidas e corpos
E respiro, por mais que eu tenha fôlego para continuar
E ouço o som do piano, do trumpete
Em cada som que escuto
Atravesso o aqui
E se isso entra em minha cabeça,
Sinceramente nao quero nem saber.
Só penso em ficar aqui e ouvir
Um bom som
Até acabar
..
Eu não sei como é que você
Ainda olha pra mim
Você é bem, posso dizer
Linda demais para mim
Jovem também, eu sei,
Também sou.
Fora daqui vamos nós,
Pular em barquinhos no sol
E flutuar pelas ruas do mar
E andar em corridas ganhar
O mundo a sós
E cada um se vai
E se vira e se torna um só
Se esvai o que faz de nós alguém
Nesse mundo só esse
E nos outros mais, nos que nos
Encontramos
Em outras avenidas e corpos
E respiro, por mais que eu tenha fôlego para continuar
E ouço o som do piano, do trumpete
Em cada som que escuto
Atravesso o aqui
E se isso entra em minha cabeça,
Sinceramente nao quero nem saber.
Só penso em ficar aqui e ouvir
Um bom som
Até acabar
..
sábado, 23 de julho de 2011
Perfura
Quer comunicar, mas a
Comunicação só se dá
Numa troca onde um emite
E o outro recebe.
Percebe que a comunicação
Só se dá quando por mais de um sujeito
Ou objeto. Relampejar
É como as noites de luar
Mas menos claras. E este
Raio que lampeja é raio
Que também despeja o
Resto de trevas que há por vir.
E navegar, adentrar, explorar e sorrir,
Pois em trevas sempre nelas, nadamos
E assim sentimos um pouco de vida,
Ao tato com o desconhecido, frente ao abismo,
Sob pressão, manifestando o aqui.
Comum a todos, aqui. Diferente
De cada um, cada um por si.
Tirar a máscara, que caia.
Falar e falar, e falar…
Repetir, repetir, repetir…
Já não há caminhos.
Apenas formas de ir.
Dias de sol, dias de chuva,
Claros, negros, pálidos, azedos.
A reforma havia sido feita, finalmente.
Afinal, todos que se comunicam
São parte de um grupo de troca.
De informação, idéia, por aí.
E sabemos que, de velho morre o
Astuto guri que fez o que ela queria
E permanece no mundo vendo tudo.
Bebe de canudo para não sujar a boca
No copo mal lavado, ele julga.
Mal podiam mudar, as coisas, não se
Permitia. Era um pouco como falar outra
Língua, só que não divertido.
Caçamos os cada momentos.
Busco silêncio pois o barulho
Perfura.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
.
Não tinha aqueles acessos de fala
Do tipo que se apossa do corpo e faz alguém falar
Simplesmente falar...
Sobre qualquer coisa, qualquer desespero acumulado
Pesando mais do que o corpo pode carregar.
Ele sabia escutar.
Escutava com os olhos, o coração, os ouvidos, o nariz,
A boca e o pau.
Não tinha motivos, talvez só pelo fato de ser divertido
Escutava muita coisa, e falava só quando precisava.
Escrevia quase sempre, era como se fosse um hábito.
Há quem diga que é terapia.
Poderia ser um ato egoísta.
Escrevia com os olhos, o coração, os ouvidos, o nariz,
A boca e o pau.
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Não tinha aqueles acessos de fala
Do tipo que se apossa do corpo e faz alguém falar
Simplesmente falar...
Sobre qualquer coisa, qualquer desespero acumulado
Pesando mais do que o corpo pode carregar.
Ele sabia escutar.
Escutava com os olhos, o coração, os ouvidos, o nariz,
A boca e o pau.
Não tinha motivos, talvez só pelo fato de ser divertido
Escutava muita coisa, e falava só quando precisava.
Escrevia quase sempre, era como se fosse um hábito.
Há quem diga que é terapia.
Poderia ser um ato egoísta.
Escrevia com os olhos, o coração, os ouvidos, o nariz,
A boca e o pau.
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domingo, 10 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Cheiro de Madeira
.
O monolito grita para o gato no deserto da escada.
E a lua, sua maior amiga, acena para sua grande inimiga.
Penso sobre isto. Paro, reflito. Dou um trago.
Continuo, com meu capuccino.
E Herman não poderia, de forma alguma ser um personagem jovem.
Não com esse nome. A não ser que fosse gay. Herman.
E até a xícara de zebra, toda amarrotada,
Toda cheia de sedes, me brinda com leite.
Eu já peço café com conhaque, talvez um whisky.
Poderia passar sem nenhuma bebida, nenhum fumo.
Sei que risco eu correria, talvez por isso me abstenha do plano.
Sei que parece mundano, mas é isso mesmo o que parece.
E a quermesse me avisa que ainda devo permanecer em casa.
Até que a música acabe.
Até que os sinos não se toquem ainda no balançar
Que soa bonito para quem está perto, som de vôo.
Que a festa acabe, as luzes se apaguem, os comerciantes, felizes
E cansados, desmontem suas barracas sem se falarem.
Até que eu perceba outro lugar em mim.
Pode levar muito tempo, menos que mil.
O monolito grita para o gato no deserto da escada.
E a lua, sua maior amiga, acena para sua grande inimiga.
Penso sobre isto. Paro, reflito. Dou um trago.
Continuo, com meu capuccino.
E Herman não poderia, de forma alguma ser um personagem jovem.
Não com esse nome. A não ser que fosse gay. Herman.
E até a xícara de zebra, toda amarrotada,
Toda cheia de sedes, me brinda com leite.
Eu já peço café com conhaque, talvez um whisky.
Poderia passar sem nenhuma bebida, nenhum fumo.
Sei que risco eu correria, talvez por isso me abstenha do plano.
Sei que parece mundano, mas é isso mesmo o que parece.
E a quermesse me avisa que ainda devo permanecer em casa.
Até que a música acabe.
Até que os sinos não se toquem ainda no balançar
Que soa bonito para quem está perto, som de vôo.
Que a festa acabe, as luzes se apaguem, os comerciantes, felizes
E cansados, desmontem suas barracas sem se falarem.
Até que eu perceba outro lugar em mim.
Pode levar muito tempo, menos que mil.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Carta do Leitor
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Acho que, se escrevi dez cartas na minha vida, foi muito. Difícil vai ser lembrar de todas essas possíveis dez ocasiões. Cinco eu já nao lembro. Enfim, a questão é que eu preciso trocar cartas com uma pessoa que não sei quem é, pois ela ainda não existe. Essa pessoa, essa mulher, acredito eu, será muitas. Serão cartas para pessoas diferentes e, no entanto, para a mesma pessoa. Você acredita em Deus? Porque eu sou assim: se você diz, eu acredito. Acredito em tudo o que me falam e dá trabalho administrar isso. Se sofro? Pra caralho. Se tiver que chorar eu choro, também. Foda-se. Sou homem, sim. Se homem não chorasse, eu não seria capaz. Por enquanto vou escrevê-las no computador, digitando. Posso dizer que é uma novidade, posto que as cartas que já escrevi estão no papel, e quem as têm, tem sorte. Não faço cópias. Acredito no que me dizem. É fácil explicar: eu acredito em tudo o que me dizem, duvidando. Acredito duvidando. É cinquenta por cento, não é matemática. É preciso certa idade, são anos de aprendizado. Para mim foram centenas. Não sei quando terminará. Estou aguardando muitas coisas. O que não posso buscar, pois que mora noutro, aguardo. Aguardo pacientemente. O tempo é ilusão. O tempo são milhares de cartas sobre meu corpo sangrento. Não, o sangue não é meu. O sangue não é meu! Que tem sangue? É apenas sangue. Move-nos. Movemo-nos porque há sangue. Escrevo apertando teclas ao invés de sentir pena. E ainda assim, penso que sofro. E ainda assim, reclamo. E ainda assim, quero sempre o melhor. O melhor. Não vou filosofar sobre o melhor. O melhor é o melhor. O melhor é melhor. A palavra é essa, a palavra foi feita para definir, feita para explicar. E nisso reside sua beleza. A palavra encerra a idéia. A carta encerra muitas idéias, inclusive a ideia de encerrar uma carta. A idéia de encerrar cartas. Tudo bem, eu aguardo a minha carta, querida desconhecida. Você pode ser quem você quiser. Me escreva algo. Pode ser um e-mail, mas deve ser carta. CAR-TA. Os meus castelos não quero de areia.
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Acho que, se escrevi dez cartas na minha vida, foi muito. Difícil vai ser lembrar de todas essas possíveis dez ocasiões. Cinco eu já nao lembro. Enfim, a questão é que eu preciso trocar cartas com uma pessoa que não sei quem é, pois ela ainda não existe. Essa pessoa, essa mulher, acredito eu, será muitas. Serão cartas para pessoas diferentes e, no entanto, para a mesma pessoa. Você acredita em Deus? Porque eu sou assim: se você diz, eu acredito. Acredito em tudo o que me falam e dá trabalho administrar isso. Se sofro? Pra caralho. Se tiver que chorar eu choro, também. Foda-se. Sou homem, sim. Se homem não chorasse, eu não seria capaz. Por enquanto vou escrevê-las no computador, digitando. Posso dizer que é uma novidade, posto que as cartas que já escrevi estão no papel, e quem as têm, tem sorte. Não faço cópias. Acredito no que me dizem. É fácil explicar: eu acredito em tudo o que me dizem, duvidando. Acredito duvidando. É cinquenta por cento, não é matemática. É preciso certa idade, são anos de aprendizado. Para mim foram centenas. Não sei quando terminará. Estou aguardando muitas coisas. O que não posso buscar, pois que mora noutro, aguardo. Aguardo pacientemente. O tempo é ilusão. O tempo são milhares de cartas sobre meu corpo sangrento. Não, o sangue não é meu. O sangue não é meu! Que tem sangue? É apenas sangue. Move-nos. Movemo-nos porque há sangue. Escrevo apertando teclas ao invés de sentir pena. E ainda assim, penso que sofro. E ainda assim, reclamo. E ainda assim, quero sempre o melhor. O melhor. Não vou filosofar sobre o melhor. O melhor é o melhor. O melhor é melhor. A palavra é essa, a palavra foi feita para definir, feita para explicar. E nisso reside sua beleza. A palavra encerra a idéia. A carta encerra muitas idéias, inclusive a ideia de encerrar uma carta. A idéia de encerrar cartas. Tudo bem, eu aguardo a minha carta, querida desconhecida. Você pode ser quem você quiser. Me escreva algo. Pode ser um e-mail, mas deve ser carta. CAR-TA. Os meus castelos não quero de areia.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
sempre quase
.
Venha quando quiser
Volte sempre
Minhas portas estão abertas
Meu peito também
Meu coração, que nunca meu foi
Diz adeus e te vejo depois
(Sempre foi seu)
Desde o primeiro som
Venha quando quiser
Volte sempre
Minhas portas estão abertas
Meu peito também
Meu coração, que nunca meu foi
Diz adeus e te vejo depois
(Sempre foi seu)
Desde o primeiro som
terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
porque eu também tenho o direito
Um dia uma luz me interrompeu os sapatos
e abençoou o meu corpo.
e o copo cristalino que bailava na quina da mesa
agora caía numa velocidade baixíssima, tão baixa que
pude soltar ar quente da boca para fazer o vidro do copo embaçar
e ali escrevi dois nomes, com o dedo indicador riscado sobre o suor coporal,
antes do copo expandir-se contra o chão de cimento, para nunca mais se reencontrar
.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
- Fora daqui! - Me gritaram.
- Quero ficar! - Respondi.
- Vai se fuder! - Replicaram.
- Estragaram! - Pensei:
Lá se foi tempo que me dizia poder estar num ambiente desfumaçado.
Eu podia estar. Em lugares com fumaça, e me refiro principalmente à do cigarro.
- Quanto tá o maço?
- Três reais e cinquenta.
- Só?
- Acredite: é caro.
Nariz entupido nunca foi um dos meus melhores momentos.
É assim: não sinto cheiro, não sinto gosto. Não respiro direito, tento negociar
Pulmão esquerdo com direito, venta esquerda com direita. Difícil.
Comer é chato, uma tarefa árdua. Por falar em árdua, não gosto dessa palavra.
- Hoje tenho uma tarefa árdua pela frente.
- Você fala estranho.
- Tá me chamando de viado?
- Parece!
Há os sintomas de algumas cervejas, inclusive tenho bebido cervejas de vez em quando.
Aos nômades de alunas sereias, invasivas e tenho lhes dito: sereias que dançam o tango.
- Agora só bebo Stella!
- Hum! Adoro Stella!
- Tá dois reais no mercado.
- Tem dois vinte e quatros no meu carro.
.
- Quero ficar! - Respondi.
- Vai se fuder! - Replicaram.
- Estragaram! - Pensei:
Lá se foi tempo que me dizia poder estar num ambiente desfumaçado.
Eu podia estar. Em lugares com fumaça, e me refiro principalmente à do cigarro.
- Quanto tá o maço?
- Três reais e cinquenta.
- Só?
- Acredite: é caro.
Nariz entupido nunca foi um dos meus melhores momentos.
É assim: não sinto cheiro, não sinto gosto. Não respiro direito, tento negociar
Pulmão esquerdo com direito, venta esquerda com direita. Difícil.
Comer é chato, uma tarefa árdua. Por falar em árdua, não gosto dessa palavra.
- Hoje tenho uma tarefa árdua pela frente.
- Você fala estranho.
- Tá me chamando de viado?
- Parece!
Há os sintomas de algumas cervejas, inclusive tenho bebido cervejas de vez em quando.
Aos nômades de alunas sereias, invasivas e tenho lhes dito: sereias que dançam o tango.
- Agora só bebo Stella!
- Hum! Adoro Stella!
- Tá dois reais no mercado.
- Tem dois vinte e quatros no meu carro.
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domingo, 29 de maio de 2011
pesos
.
Não bastasse eu ter de carregar meu corpo
Mochilas nas costas
E instrumentos musicais
Não dialoga que são especiais
Pesam da mesma forma, até mais
Fosse assim, dinheiro era concreto
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Não bastasse eu ter de carregar meu corpo
Mochilas nas costas
E instrumentos musicais
Não dialoga que são especiais
Pesam da mesma forma, até mais
Fosse assim, dinheiro era concreto
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sábado, 28 de maio de 2011
Armadilha
.
Os cavalos árabes correm em disparada contrária
As árvores, contorcidas, viram a cara
A natureza sabe que alguém de fora chegou
O dia escurece como se fosse ontem
E o vento, empurra como nunca soprou
Até mesmo a grama se esparrama em caldo
Armadilha pra escorregar
Cachoeiras, frutas que caem na terra
Água que corre nas folhas se torna veneno
Rostos nas pedras se zangam ao ver chegar
As cigarras escondidas gritam sem pensar
A sabedoria faz ronda naquele ecossistema
O homem da cidade tem vaidade
Armadilha pra escorregar
Assexuada, a flor retorce em libido
O rio que sempre nadou sem motivo
Agora se banha vestido
O vôo da borboleta é desajeitado
Uma lagarta que descobriu o caminho sagrado
Flutua no ar sem saber nem chegar
O homem tem perfil de vírus
Se espalha e quer multiplicar
Viola o espaço
Finda o infinito
Espécies à mostra em pequenos vidros
Ondas gigantes perderam seu lugar
Se encheram de força e voltaram pra buscar
Os animais, meteoros e o mar não irão perdoar
Esperam pacientemente pela hora de atacar
Armadilha pra escorregar
01/01/2005
.
Os cavalos árabes correm em disparada contrária
As árvores, contorcidas, viram a cara
A natureza sabe que alguém de fora chegou
O dia escurece como se fosse ontem
E o vento, empurra como nunca soprou
Até mesmo a grama se esparrama em caldo
Armadilha pra escorregar
Cachoeiras, frutas que caem na terra
Água que corre nas folhas se torna veneno
Rostos nas pedras se zangam ao ver chegar
As cigarras escondidas gritam sem pensar
A sabedoria faz ronda naquele ecossistema
O homem da cidade tem vaidade
Armadilha pra escorregar
Assexuada, a flor retorce em libido
O rio que sempre nadou sem motivo
Agora se banha vestido
O vôo da borboleta é desajeitado
Uma lagarta que descobriu o caminho sagrado
Flutua no ar sem saber nem chegar
O homem tem perfil de vírus
Se espalha e quer multiplicar
Viola o espaço
Finda o infinito
Espécies à mostra em pequenos vidros
Ondas gigantes perderam seu lugar
Se encheram de força e voltaram pra buscar
Os animais, meteoros e o mar não irão perdoar
Esperam pacientemente pela hora de atacar
Armadilha pra escorregar
01/01/2005
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
certas coisas aconteceram, de momento auge, à constante busca pela excelência,
da derrota, à amarga medalha de prata.
o prazer é o mesmo, continuam as loucuras, melhor marca do ano,
caminhadas intermináveis, tudo na base do sonho.
sem técnica, somos zagueiros e contamos um teste,
quando se encara uma macaca, a coisa fica merecida.
No Brasil e no mundo, tenho vangagem, tenho ginga, 360 graus,
fiquei poderoso. Posso assistir a dois programas ao mesmo tempo,
posso conversar e escrever um poema, beber cerveja e comer Doritos,
posso escovar os dentes e enxergar o espelho. Passar o fio.
certas coisas aconteceram, não somos mais os mesmo, os balões
voam e o fogo insiste em queimar por debaixo do pano.
precisamos fazer tantas coisas, mas e se não quisermos?
Acompanhei o reporter cauteloso.
precisamos fazer tantas coisas, precisamos fazer
precisamos, precisamos.
certas coisas
aconteceram
certas.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Medo É Só medo
.
Chora, poeta.
Todo o Rio que corre por teu rosto.
E as fotos, viradas
Ao avesso, viraram conchas ao mar.
Chora, poeta,
Que teu amor é reza,
Minha oração.
Saudade de você com ela.
Vai, mas vai com medo.
Vai com medo, mas vai.
Fica parado não.
Vai com o respeito
De um guerreiro que cai.
Medo é só o começo.
Não há segredos.
Medo se enfrenta.
Sente-se plenamente, sim,
Mas um dia ele recua.
O medo, ao ser derrotado,
Te livrará dele pelo resto da vida.
Te dará clareza:
Mais um inimigo.
Chora teu sonho, poeta.
Deixa rolar a água salgada
E o doce na língua.
Sonha teu doce, guerreiro.
Ao adormecer, busca correndo
O que perdeu dormindo.
.
Chora, poeta.
Todo o Rio que corre por teu rosto.
E as fotos, viradas
Ao avesso, viraram conchas ao mar.
Chora, poeta,
Que teu amor é reza,
Minha oração.
Saudade de você com ela.
Vai, mas vai com medo.
Vai com medo, mas vai.
Fica parado não.
Vai com o respeito
De um guerreiro que cai.
Medo é só o começo.
Não há segredos.
Medo se enfrenta.
Sente-se plenamente, sim,
Mas um dia ele recua.
O medo, ao ser derrotado,
Te livrará dele pelo resto da vida.
Te dará clareza:
Mais um inimigo.
Chora teu sonho, poeta.
Deixa rolar a água salgada
E o doce na língua.
Sonha teu doce, guerreiro.
Ao adormecer, busca correndo
O que perdeu dormindo.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
gravidade
.
quando me deixei cair, sabia que estava no alto.
voar é possível.
dê valor ao querer mais íntimo.
e agora, no meio do salto,
chamo a isso precipício.
há alguns segundos me precipitei.
a queda é a única regra
da qual não se escapa.
e a única lei é a da gravidade.
.
quando me deixei cair, sabia que estava no alto.
voar é possível.
dê valor ao querer mais íntimo.
e agora, no meio do salto,
chamo a isso precipício.
há alguns segundos me precipitei.
a queda é a única regra
da qual não se escapa.
e a única lei é a da gravidade.
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