quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Jump Rope




I've been thinking about stepping out.
You know...
Of life.
Just a step out, maybe two.

Because it's so easy,
and yet, so natural not to. (as primitive)

I've been skipping too much.


12/02/2014

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Vigia


Muito obrigado por um dia triste assim
Há muito tempo que eu não sinto isso aqui
Hoje o café estava cinza
A fila a hora o povo quente o ônibus lotado
E eu me espreito às duas horas
Acho que sou culpado Coitado
Pura sopa na poeira
Ao que tudo escurece só me aparece
Quem pode
Um dia desses faz até um poeta levantar
Como quem pensa ahhh e se espreguiça
Dá licença que eu preciso falar
E o silencio começa



sábado, 27 de abril de 2013






Poema Salgado



Um poema é três, quatro versinhos
todo o resto é tentativa de fazer graça
Assim como qualquer salgadinho
em sua relação recheio/massa




terça-feira, 19 de março de 2013

Shhhh...


Muitas vezes o silêncio
muitas vezes se repete,
lento e denso, como lenço
escarrado muco de dentro

Muitas vezes o silêncio
mantém vivo o que se cala
e a parte mais alerta
consegue manter sua boca
quieta

Muitas vezes,
quase nesta,
jogo aberto
sobre o certo
é uma forma
bem discreta
de passar
despercebido
por ela



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Uma grande Oportunidade




Vou me aguar dupla dose,
Agonizar em um canto.
Vingar meus pretensos sonhos
De acontecerem sem hora.
Lavar meus rostos e mãos,
De peito cheio e lavado.
Comprar meu pão no deserto,
Jogando a culpa na água.
Já não me engano, porém,
Porém, palavra que cago.
O meu artista imaginado,
Talvez o seu de repente.
Dou cambalhotas na cama,
Curvado corpo, espalhado.
Lavrar a terra não é
Amaciar sua alma.
É simplesmente lavrar
O que chamamos de terra.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Toda Manhã é Manhã




Faz me olhar desatento para onde cego.
Ao andar trôpego, observo tudo reto.
As latinhas, são muitas, todas elas já secaram
Nas goelas dos aniversários de manhã.

E como é bom poder dormir, às vezes.
Outras foder, ora quem ama, ora quem chama.
Nunca ausente, o amor, não se chateie!
Como é exigente, você que se fere e ressente!

Já vi de tudo e todo dia nasço.
Sou muito esperto, muito espertamente enganado.
Sim, é bonito o poeta despoetar-se
E a cama por fazer-se.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Três pra breve





Sei que ninguém, seja você quem for,
Sabe que horas são nesta hora tão
Completamente fora de órbita,
Escuridão hipócrita vazada.
Canções demais, todo gosto.
Nenhuma idéia é unthought.
Only three books to write.
O que significa isso, papai?

Desde quando alma se veste?
Veste a veste da alma, deste mundo
Nada levarei, e números
Nada testam em mim e em ninguém.
Prezo teu escândalo.
Por dez segundos.
E grito e canto mal, canções horríveis.
Talvez para mim sejam incríveis.



sábado, 27 de outubro de 2012

é como se entender todos os dias no mesmo espaço físico,
e apesar disso entender que a cada dia que passa, não importa dia,
tempo cronológico, puf, já era, o que importa agora é o...
pausa para respirar. respira e pausa. não entende mais o que há por aqui.
não se reconhecer nisso é o melhor do processo. 
- aos poucos me sinto aderindo ao além-de-mim, estou longe, 
não estou vivendo esta mesma vida, cara! será preciso usar essas palavras?
são essas recaídas que me botam de volta no sapato dos pensamentos.

domingo, 21 de outubro de 2012

Assalto




Entrei no banco, me dirigi até a fila, 4 minutos e comecei a gritar:
Pega ladrão! Pega ladrão!
Gritei bem alto, várias vezes, e me atirei no chão, caí deitado.
Isso é um assalto! Isso é um assalto! – gritei,
Já de bruços, mãos acima da cabeça, sozinho.



domingo, 14 de outubro de 2012




Quando eu a chamei para um papo, ela me disse que tinha acabado de perder o irmão.
Estava muito triste, nao conseguia falar. Queria sair para a rua, andar sozinha de madrugada,
Em São João de Meriti, lugar perigoso do Rio de Janeiro. Eu não podia fazer nada, não podia
olhar naqueles olhos e impedi-la. Sua desolação me contaminou e fiquei ali parado, sem saber como agir e nem pensava nisso. Não pensava em nada. Fiquei imaginando o que seria perder um irmão, eu que tenho um irmão muito próximo, apesar da distância fria que tem nos rodeado ultimamente, ele é certamente uma das pessoas mais próximas a mim. Imaginei como poderia ser aquilo, porém depois de cerca de duas horas voltei para casa e acessei a internet, o Facebook. Vi que ela havia escrito sobre a morte do irmão, escreveu seu choro e lamento. Me senti fraco diante do mundo, e de fato era. E sou. Saí da frente do computador e fui fazer outra coisa, provavelmente estudar e compor arranjos para as músicas do CD que irei gravar com a minha banda, em breve. Depois disso tomei banho, comi meu jantar, enfim, as coisas do cotidiano. Quando voltei ao Facebook, cerca de quatro ou cinco horas depois, olhei novamente seu mural e vi vários outros posts do tipo piadinhas, do tipo cantadas mais engraçadas, do tipo “olha o que esse carinha falou pra mim”, do tipo odeio o Flamengo, e etecetera. O que passa na cabeça de um indivíduo nessa hora? 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Chuá




Seja bem vinda na minha vida
Arranque os portões
Que  agora estou pronto

O teu sorriso, haha, eu sei, é clichê,
Mas vou dizer, é tão lindo,
Hipnotiza no bem das cores

Acima o azul que faz contraste
Com todo um querer quilate
Morde minha carne, meus lábios

Encosta no meu corpo
Com seu vento
E silêncio

Seus amores matemática
Engata a primeira e vem
Três meses começa e acaba


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

qualquer migalha é um banquete pra alma




Como pássaro que sou, sorrio e brinco.
Como pássaro que sou, abro o bico e canto
Ao céu, como quem tenta alcançar.

Como pássaro que sou, me atiro no abismo.
Voo mais alto que todos, mas quem vê?
Estão todos juntos, rente ao solo, olho ao chão.

Como pássaro que voa, nado no ar.
Criança, dou rasante, pra lá e pra cá,
Ao pôr-do-sol pinto uma tela sol de sombra.

Como pássaro que sou, te dou meu amor.
Meu canto, meu céu, não demore, pode vir.
Como pássaro que sou, amanhã ja não estarei mais aqui.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012




Agora é andar e esquecer,
Deixar ao poder e agradecer o que foi,
O que é, o que será, e o que haveria de ser
Se o que foi não tivesse sido.
Achar que amor é dado em pedras,
Figura entreter os bobos despertos nas rodas iluminadas
Por lâmpadas coloridas e amarelas.
Crer que os bobos também a entretêm ao inverso.
Sugiro que se conecte. Com o universo, ah sim.
Tempo nunca dorme para quem vive dentro de
Uma enorme carcaça de ilusão.
Mas é possível parar o tempo.
E não é nenhuma atração bizarra, esse tropeçar
Nas palavras ao falar, não dominar o discurso.
Estar apenas em conexão com sua verdade e o
Sentimento do mundo*.
Acostumar com a ausência. De quem se ama.
É sentimento de uma tristeza profunda.
Sentimento de amor, vida, morte, e tudo.
Mais triste, só não se acostumar.


* O sentimento do mundo - CDA 
ter fé é não ter opção

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Gil, me daria agora aquele abraço?




Cão correndo caótico no
meio do chão
Da calçada, no meio da cidade, cuidado ao caminhar
Tudo tá um tanto tinto, tanto triste, tétano no telhado da vista,
Vá embora, volte vrum!
Um Peugeot está há dez segundos de qualquer amor


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Eu não tenho ídolos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um porre de ego





Que merda essa miséria de atenção,
Quando eu amo não fico medindo o carinho,
O tesão, nem quem vem e quem vai, ver a cara
Do xarada da hora, o novo na praça, o desafiante
Num jogo quiz da tv, de um canal de terceira
Se passou um dia, ou dois, passaram muitos desde
Quando senti vontade de te abraçar, suas coisas boas,
Suas coisas bobas, sua boba, mas tá, vou atrás de um adeus,
Quanto a isso, fique tranquila, eu vou partir
Quer você queira ou não, até eu sei disso, mas que fique então
Toda contradição do que disse, pois sou esse, espantalho em crise,
Prefere uma amiga do que uma buceta, prefere a vida do que mentira,
A alquimia do afago, do aprochego tarado, alpendre, cortiço, sangue
Nas paredes do dormitório, bases verdes
Que miséria, pareço mendigo quando quero afeto,
Quando me apego a alguém, e não deveria chamar a isso amor, mas vai,
É querer repetir o estar.
E repetir.
Com algumas pausas, mas a música não pára.
É um estar embriagado de si mesmo. E reconhecer-se viciado nisto.





sábado, 8 de setembro de 2012

Como cigarro carburando calmo cinzeiro





Se um cometa se acometesse a cometer um crime contra a calma
De um cidadão carioca, cegaria meus olhos cerrar cada corte certo como
Concreto de cimento cinza como o céu caduco.
Se páro em frente a ele, arrebata-me de ataques sutis,
De carinhos frágeis e mobilidades sonoras, planeta afora,
Metáforas de presente, um pente rente à cutis soa misteriosamente
Atabaques e ninhos de sementes de gente agora que adora toda hora que goza
Fora e diz vumbora que eu dou aula na próxima hora ou que diz
vou pegar o meu filho na escola (se demorar, o menino chora).
Chora menino, menina fora.
Faça um amor, organize comigo qualquer compromisso de um dia
Que um vislumbre de céu vibrante que anda suspeito
Meta-lhe as mãos nos peitos, aperte e ainda bem que foram as mãos!
Nada que eu me lembre bem, se bem que nem sei se bebi além de quem conheci
Ou achei no que vi alguém que eu quis mas não sei se me fiz de infeliz ou, simples assim,
Vigiei o que vi, e assim, o que sei é que não entendi o que quis ou porque foi, enfim,
Importante pra mim. (ter um fim)



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Peço pelo que peço





Eu me sinto bem, agora. Gosto de despejar minhas palavras.
Dizem que as pessoas pedem por aquilo que mais lhes falta,
E não peço amor, pois já o sou.
Peço-lhe dinheiro, por favor.
Escrevo essas letras e sequencio formando blocos conhecidos,
De onde fala o sentido e significado do que vivo,
Sem haver significado nenhum
Que seja comum a todos os homens.
E não porque quero faturar faço isso, mas é forma maluca de interpretar
Aquilo que sinto, e se posso ganhar um trocado, por que não o fazer?
Peço-lhe por comida, afinal com essa minha preguiça, ainda tendo moedas,
Fico estendido numa cama ou cadeira, computador, violão, atriz, loira, leio…
Não preciso de paz. Não peço paz ao mundo, nem espero que me dêem.
A paz está dentro. Não existe paz, ela é palavra. Não há nada no blá blá blá.