terça-feira, 24 de abril de 2007

O que será importante?

O serviço de internet funcionava até 20:30h. Quando o abordei, pedindo para usar o serviço, eram 20:24. Ele disse que não, não podia mais usar, que o horário já tinha passado. Eu disse que seria rápido, queria apenas ver um e-mail. Ele disse que não. Só fui ver que funcionava até 20:30h quando cheguei em casa e vi a informação num folheto explicativo sobre o funcionamento da biblioteca. Sorte.

Azar?

Existe a disponibilidade do ator/atriz, de forma absoluta? O ator/atriz pode estar mais ou menos presente em uma situação de trabalho, ou de estudo, pesquisa? Este profissional deve estar disponível para qualquer coisa que seja proposta, para ser considerado bom? Deve ser simpático ao humano? Sentir a emoção? Falar a razão?

O filme O Ilusionista foi uma experiência diferente, em matéria de filmes. Muita expetativa é uma merda. Fiquei vendo o filme, e quando pensei que fosse começar, acabou. De fato, o título foi bem apropriado. Me iludiu do início ao fim. Uma pena ter caído no clichê da historinha de amor.

Claro que tudo aqui não passa de letras, e talvez nem sejam. O absurdo seria então, o simples da vida. Assim que se começa a racionalizar tudo. Cala a boca, Jô!

No século XVII, com a reforma protestante, houve muitas mortes de bebês recém nascidos porque era extremamente reprimida a fornicação com alguém que não fosse o parceiro de casamento. Os bebês eram renegados, e às vezes abandonados. Terrível?

Justo?

sexta-feira, 20 de abril de 2007


Abrem-se perspectivas. Futuras não convincentes a quem admira.
O balão sobe e vai voando, e subindo, e...vai caindo, caindo....e segue zonzo de encontro ao chão, talvez uma árvore, um fio de eletricidade, alguma coisa qualquer, enfim. Estou um pouco cansado desse pudor de merda das pessoas. Isso contamina. Não escrevo isso como uma graça, ou uma vitrine, isto é uma sessão de terapia. Aos passos errados, e tortos, o balão, agora joga com o vento. E brinca como se existisse outra vida.
Explodam suas cabeças, porcos. Digo porcos no sentido mais humano do bicho. Entendo que, socialmente, não me podem levar muito a sério. É melhor, eu acho. Antes que isso termine em “em acho.”, levanto a questão da minha crescente obsessão, dos últimos tempos. Um dia eu conto.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Aqui enterro e depois piso nos meus próprios pés para saber que não há nada a dizer sobre isso, então. Cale-se, Tróia, já que uma vez não bastou para reconhecer-te no espelho de água que se formou na sarjeta daquela rua escura e, no final, torta. Ricota dentro de um sanduíche é algo que faz pensar. Sabor de guaraná de refrigerante, aquele parecido com a fruta vermelha, esmalte laranja. E só assim, alto, do alto, ou como quiseram chamar, só assim...faço disso uma coisa concreta sem me preocupar com ligações e sinais de linguagem corporal, facial, musical, teatral, contemporânea. Nada disso. Continua o chato, pois se ele pára, o mundo continua e ninguém segura o mundo. Ele é grande. Mundo é grande porra nenhuma. Pensa em tudo. Tudo!
Pensa nada. Nada e não pensa, faz e não pensa, não pára, se pára, não começa. Parado, sem o menor comprometimento em me mover, e nem poderia, já que agora sou fraco dentro deste buraco. Existe um lugar na terra, ainda se pode ver o brilho, as fibras. Portas estão abertas. Quem sabe entra, quem não sabe...
Existe um prazo? Mas é claro. Existe um prazo. Obrigado, sorte. Limpar suco de caju na prateleira do teclado...não quero nem imaginar. Vou dormir. Talvez sonhar.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

a faca da maçã

Acordava. Preocupava-se.
Não! Antes ele se remexia todo para ter certeza.
Estava acordado no mundo da razão.
Sabia que era dia, mas estava escuro.
Olhou para as janelas e achou estranho. Cortinas fechadas.
Abriu. Estava mesmo escuro o dia.
Chovia.

Era um tempo em que ele não dormia mais, tamanha agitação,
tamanha a dimensão da doença que o consumia.
Precisava comer, pois o ácido também queimava seu estômago.
Uma maçã. Era o que restava.
Pegou uma faca. Cortava pedaços e os dirigia à boca.
Seu propósito era não fazer nada. Leu.
Terminou o livro que lia, e ainda releu trechos de outros que ainda o serviam.

- Música! Música! Alguma coisa que eu não sei o que é na esquina.
Não sei o que me espera.

Pensava muito e, em consequência disso, não conseguiu escutar.
Escrevia. Escrevia muito. Escrevia sem parar.
Estava completamente tomado por uma força inabalável.
Um princípio histérico de movimentar-se para atacar.
A música colidiu com seu corpo. Entrou.
Cortou a mão. A faca era cega.
A faca da maça.
Se preocupava antes de tudo, com nada além de dormir.
Seu propósito era não fazer nada.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Ia escrever aqui um diálogo, mas seguindo dicas de colegas, resolvi escrever no word para depois passar para cá. Resultado: Acabei escrevendo algo muito maior do que previa, e o diálogo está se transformando em um texto teatral. Estão vendo como se desencadeia o meu problema com blogs? No word eu escrevo o mundo virado, chego aqui e não consigo soltar nada que me comova. Talvez essa moldura tão bonitinha, esses botõezinhos tão fáceis de apertar, essa moleza toda de escrever, publicar, qualquer um entrar e ver... Às vezes penso que seria mais fácil (para mim e para quem lê) publicar todos os meus livros de poemas, ou então fazer uma compilação, dando uma pincelada a grosso modo, de uma maneira geral, fazendo um resumão e entregando numa capinha sóbria e arrumadinha, para que meus colegas críticos possam se deleitar. Enfim, mais um dia sem texto novo.
"
ASTROV - É um bárbaro insensato aquele que queima na estufa essa beleza, destrói aquilo que somos incapazes de criar. O homem foi dotado de juízo e força criadora para que multiplicasse aquilo que lhe foi entregue, mas até agora nada criou, apenas destruiu. A cada dia as florestas minguam mais e mais, os rios se esgotam, a vida selvagem se extingue, o clima fica mais adverso e a terra cada vez mais se torna pobre e feia. (A Voinitskii.) Seu olhar é irônico e acha que eu estou falando besteiras... Talve haja, de fato, algo de excêntrico nisso tudo, mas quando passo pelos bosques dos camponeses que salvei da destruição, ou quando ouço o sussurrar do bosque jovem que plantei com as próprias mãos, então sei que o clima depende um pouco de mim também, e se dentro de mil anos o homem for feliz, então eu também contribuí com uma pequena parcela para isso. Quando planto uma muda de bétala e mais tarde a vejo verdejante, agitando-se ao vento, minha alma se enche de orgulho e eu...(Percebe o criado, que lhe traz um copinho de vodca numa bandeja.) Mas... (Bebe.) Tenho de ir. Afinal de contas, tudo isso não passa de uma excentricidade. Meus respeitos! (Parte em direção à casa.)

SONIA - (toma-o pelo braço e acompanha-o) Quando vamos voltar a vê-lo?

ASTROV - Não sei...
"

Tchekhov - 1897

domingo, 8 de abril de 2007

Boa Páscoa a todos que acreditam na Páscoa!

Eu participo. Aceito ovos de chocolate, barras de chocolate, bacalhau e outras iguarias típicas do cardápio pascoal.

Família, já mi vô.
Porra, que dilema! Não sei se vou ler ou se vou jogar video-game.
Enquanto isso converso pela internet. Eu sou um nerd.
Não sei se como uma pizza ou um bolo de chocolate.
Posso comer quantidades menores de cada um. Eu sou um nerd;
Não sei se jogo 007 ou se jogo FIFA.

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Que horas são? Uma simples pergunta. Alguém se aproxima para destruir seu melhor amigo. Como é aqui na sociedade? Ele tinha 22 anos. Deixou uma vida para trás e enfrentou o juiz. O rei do discurso. Brincadeira de criança. Um discurso de silêncio.

sábado, 7 de abril de 2007


Anoitecer no Rio de Janeiro
Se venho, não sei o que fazer e fico com aquele jeito de tempo perdido.
Existem fases, claro. Eis uma em que não me afago ao remendo formado por idéias descritas. Venho então para passear, e dar um alô daqui de cima, aonde estou. Tenho meus estudos, minha busca pessoal. Estou buscando algo por aqui. E te dou um aceno visto de longe, como quem vai e não se sabe se volta algum dia. Talvez não. Essa é a verdade. Talvez não. Sem olhares mundando pelo afora que agora já não importa para nós. O laço foi formado, e eu olho para as partes de você e imediatamente me vejo fazendo parte e sentindo com meus sentidos vivos. Já não sei o seu beijo, mas faço bem devagar, chegando perto aos poucos e sendo puxado pelo mero acaso de não haver lugar para a incerteza. Quero te tocar.
E vou sentindo o vento, o sol, o calor e o suor que me corre bastante pra chegar e ver que vale a pena chegar. Eu sinto que alguma coisa vai mudar. Entro no mundo que só pertence a mim, e depois a quem eu me conectar. Entre o aqui, nas quatro paredes, entre outros desenhos na pele, ou o soltar de máscaras num baile doido. Meu banho é a redenção do meu ser que dança. A última dança.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Acordou bem tarde e resolvou passear para ver como estaria a rua, a praia, enfim...as pessoas, nesta sexta-feira santa. Como de costume, pegou sua velha e surrada bibicleta e rumou em direção noroeste. No caminho percebeu que o sol já tinha se recolhido. Era quase noite. Pessoas alegres e carrancudas andavam, outros pedalavam, outros patinavam. Todos tinham seus rumos. Passou por um quiosque aonde uma banda tocava músicas de paz, como os próprios músicos denominaram e o som era bom, apesar do apelo do politicamente correto. Porque não dizer, do apelo quase culpo-religioso. Afinal, era Páscoa! E as andantes desfilavam suas carnes queimadas após a exposição insistente ao sol. Como eram lindas. Não conseguia se localizar naquele bairro, tão próxima de sua casa, aonde as pessoas transitavam zumbis e com o sorriso arrastando a mandíbula. Ali todas as pessoas eram lindas, e o sol ainda brilhava atrás da montanha que exibia seus seios em contraste com o céu. E ele roçava nela.
Na volta, passou pela igreja e achou tão romântico aquele movimento santo. Ficou com vontade de entrar na igreja, nem que fosse para olhar as pessoas, ver a decoração, a iluminação, o espírito de Páscoa em uma igreja católica. Afinal de contas, tinha ele sido batizado na igreja católica, quando pequeno e por isso, se sentiu à vontade para entrar, salvo um pequeno detalhe. Ele estava sem camisa. Não vestia uma blusa e achou que poderia ser reprimido de alguma forma pelos irmãos, pois aonde já se viu alguém entrar na igreja sem camisa. É preciso o mínimo de respeito, afinal uma camisa é um artigo de total santidade. Pensou em Jesus. Pensou que Jesus andava sem camisa. Talvez fosse muito quente em sua terra, e por isso não existia a preocupação com o tórax(sexualmente) exposto. Sempre reparou nas vestes simples e minimalistas daquele homem santo. Pensou que com sandálias e com o peito aberto, poderia entrar numa igreja, sim. Então outro pensamento tomou conta e ele se perguntou se era ali na igreja que a Páscoa era realizada. Jesus não fundou igrejas, muito menos regras de conduta. Seguiu de volta para sua casa, aonde andava nu e poderia até ser confundido com Jesus, por algum louco que veja a barba e um corpo de homem nu. Sorriu e esperou pelo domingo com a certeza de que aquele homem estava de volta entre os homens.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Só pra deixar registrado que alguns textos aqui escritos estão devidamente protegidos pela lei do direito autoral, assim como fotos ou música, vídeos ou qualquer propriedade intelectual.
Ontem eu fui na Letras e Expressões
De vagabundo, passatempo barato
Não tinha planejado, eu e a bicicletas fomos guiados
Parei, pensei que precisava ir ao banheiro
E entrei no Sindicato do Chopp pra mijar
De lá andei sem rumo, indo, voltando...
Sempre indo até entrar na famosa livraria de Ipanema
Depois de fuxicar o térreo, subi para o andar de cima
Não tinha nada do Castañeda,
Então corri os olhos nas páginas de um cara que falava no infinito
Enquanto isso, os funcionários da livraria-coffee shop-cd-tabacaria store
Tentavam nervosos resolver o problema no programa de busca de livros do computador
E o sistema da loja caiu, quebrou, entrou em pane e não deu cara de que ia voltar.
Acredite: nenhum funcionário conseguiu me informar se tinha livro do feiticeiro.
Sem o computador, eles não eram nada.
Também não funcionavam.

10/05/2005
Em contrário de versar, ei-me a reter sentimentos que abomino, e coisas destrutíveis sobre coisas que acontecem, eu que detesto ser interrompido. Eu que não gosto de ser interrompido, principalmente se estiver concentrado no que faço. Acho que me fui desintegrado por alguns segundos hoje com uma pergunta estranha, de alguém que me é tão estranho, e ao mesmo tempo, tão parecido comigo, quase uma continuação de mim. E o que foi aquela lua arreganhada e sem vergonha, mostrando-se toda pra quem quisesse ver...achei um belo espetáculo. Eu, o aproveitador. O comedor de criancinhas. O lobo mau da puta que o pariu. Às vezes me causa um sentimento ruim, mas não sou uma ameaça real. Posso ser mau. Quando me viro a lua esborra na cara de quem passa e ultrapassa o sinal, quase lá. Quase no inferno aquele pobre coitado que passava. Ele não estava ali. Simples assim.
"Prezado Rafael,
É um prazer para nós, de VEJA, presentear você com 6 edições grátis, que começaram e chegar em seu endereço em 03/03/07... e blá, blá, blá..*"
Quem quiser conversar sobre o que se passa na VEJA, é só falar.
Obrigado Alessandra!

*PAGUE O BOLETO ATÉ 23/03 E GARANTA ESTA OFERTA ESPECIAL.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Vendo o filme Buena Vista Social Club, sinto uma vontade inerente de visitar Cuba. Como se fosse urgente, alguma coisa genética, espiritual, não sei. A música que eles tocam também é coisa de se parar pra escutar. Muito bom.
O homem segue pedalando em sua bicicleta e bruscamente um pedestre atravessa a ciclovia sem olhar pra trás. Quase é atropelado, ou ferido. Quase causa um acidente. Isso acontece na mesma fração de segundo em que o mesmo homem, arrogante, olha para o ciclista com cara de quem está certo e o ciclista é uma perigosa ameaça aos transeuntes daquela tarde de domingo de sol mascado.
Ontem deve ter sido bom aquele show que eu não fui de um camarada que não tocou na minha banda. Gostaria de ter ido, mas estava me contorcendo no mar gelado gostoso de ipanema.
Pronto eu, a hora era tardia e ultrapassada. Sinto falta de um pote de sorvete de 2 litros da kibon, sabor diamante negro (edição especial). E claro que de outras coisas censuráveis. E outras tão idiotas...não invento nada.
Verdade é que eu tento, mas geralmente quando me deparo com este espaço, não consigo escrever. Então decidi que as atualizações poderão acontecer aleatoriamente. Decidido estava.
É apenas para mim mesmo que escrevo.