domingo, 30 de novembro de 2008





Num belo domingo de sol
Pipas, bolas, gramado grande ladeiras
O piquenique manchando o lençol

Debaixo de tanto calor
Crianças brincando de pega-pega
Não viam o super-herói que acenava ao povo

Na quinta da boa vista
Flagrei o passeio do Homem-Aranha
Já dando sinais de aposentadoria

Combinação de fatores e vetores.

Dança salsa?
Não?
E forró?
Nem eu.
Vamos ali.

Qual o seu time?
Ah não!
O meu também!
Amo a camisa do Fla

Vai ter jogo amanhã.
Eu vou.
Você vai?
Ah, compra na hora.

Duas horas antes?
Hum, você é estudante?
Meia-entrada.
Deixa.
Teatro?
Não, acho melhor não.

Muito íntimo.
Algo bobo.
Droga. Sexo. Forró.
Funk, aula de inglês, violão.
Conhece o Corcovado?

O que, Museu?
Não.
Exposição?
Não.
Vamos pegar um filme.

Na sua casa?
Eu também não.
Vamos pra Salsa!
Por que, você é judia?
Evangélica.

sábado, 29 de novembro de 2008

Eu não espero nada de um sábado à noite.


Na duração de sábado
As gotas caem anunciando, enfim,
Tédio.

Salvo por poças e amarelados ciclos,
Não salvaria meu ego tentar se afogar
Em um sorvete.

Uma grita dali:
- Vâmo na Lapa!
Arrasta-se até o vestido no chão molhado

Ouço vozes:
- Sinuca!
A mesa de sinuca não é verde. Esqueça!

Eu finjo para mim que fui.
Cá estou caminhando no meio de gente,
Carroças, parques de diversões e luzes ótimas.

Garçom! (mas aqui não há garçom.)
Tenta disfarçar o olhar, mas se vir o outro lado
Vai encontrar o mesmo bêbado

Ele apenas está em um estágio superior
De alcoolismo. Peça a barata!
Ninguém está aqui pelo sabor.

Encanta a serenata
Dos passos dos artistas, dos vagabundos,
Da polícia que faz o serviço de gari.

São cinco horas, não estou em casa.
Sem despertador é um labirinto
O caminho de dormir

Cheguei em um simples instante
Basta dizer. Não penso em querer.
Apenas estar.
poesia, né...tá bom. vamos lá. roupa verde, esmiuçada por cima dos tecidos avermelhados é predadora do véu de cetim. lá fora, sem vento, observo e entendo. As toalhas não balançam no varal. Há um sol que não queima, não brilha, é opaco, é fosco, não é sol. Formigas já invadiram a estrutura de toda a construção, e um dia, por que não, hão de nos sequestrar e cobrar resgate? O que pagará? São questões, São Tomé, São nunca os privilegiados os que ganham em término de partida. Até as respostas precisam esperar pelas perguntas. Por que não haveria eu de esperar por uma fila a demorar no recreio? E o varal? Me enganou, furtivo e insano, achando que eu não acharia uma fila de senhores panos. Com a luz chegando, mais um convidado, a festa está começando e eu ainda nem fui dormir. Logo os cães estarão latindo feito ferozes. Logo os cães estarão em fezes, artrose, esclerose, em breve os galos irão comer, pois já cantaram faz tempo. A luz vai encostar e quando isso acontecer, se fará o claro, obviamente. Pois que me reviro em leite com nescau e é um cruzeiro sem importância, sem prazo. Brinde aos que ficam acordados!
In, anti, a, extravertigem. Sei sim, do que se trata tudo isso, e manejo, de forma simples o conteúdo purista. Quando, quem, onde, canta o que, que estilo, show, site, mulher na bateria, por que esse nome, erros, irmão, vazio, visceral, namorada, ingles, até espanhol, flamengo, final, vazio visceral.
Vai imaginando: eu, subindo a marquês, acompanho com o olhar a minha sombra de cowboy no chão. Não vejo que um carro velho, quase uma brasília, desce com velocidade em minha direção. Eu não estou alcoolizado, porém acabo de sair do cinema, filme nacional. Drama: Preciso decidir se me esquivo para a direita ou para a esquerda.
A espionagem, na grécia antiga, foi motivo de homenagem na Suiça, semana passada. Motivo: Na terra do chocolate e do canivete, foi inaugurado em outubro deste ano, o primeiro teatro do país, situado em sua capital. Permita-me não mencionar o nome.
Sempre com pressa, punhos envergados sobre o mar imenso de palavras possíveis, parecem esgotar suas capacidades de resistir ao tempo. Empurram dedos que firmes pisam em homenagem ao acaso do desconhecido. Uma pálpebra está distorcida. E eu, meus caros, já estou pra lá de Bagdá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008






Azulejo de cor de barro (Azulejo barrado)


Quando eu não satisfizer
As orelhas de algodão
Muitas pedras lá no chão
Cai cebola e Chevrolet

Nos rasgados couros nus
Que depilam o viaduto
Acerca forma-se reduto
De roedores quiçá urubus

Salvo instante de silêncio
Rompe o não e se desfaz
Mostra-se prosa em cartaz
Bonito feito o feio faz

Mestres dos piores vegetais
Soam longe, a metro-pombo
Facínora age sem encontro
Encerra-se a vida, pleitos fatais

Canso de léguas tortas Mickey
Ávido olho esquerdo míope
Vejam: sabão. Serei hippie.
Pega o ladrão que roubou a Disney

Se aqui em casa tem feijão
O relógio continua
Come remédio, lambe a bula
Vai ficando mole, o chão

A queda não.