terça-feira, 31 de março de 2009

da série: rapidinhas...

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Me perguntaram se eu tinha medo de pegar dengue.
Eu respondi: não tenho medo não,
mas seria bem desagradável.

Perguntaram também se eu estava com sono.
Eu respondi: não muito, e você?
Um pouco.

Levei um tapa do meu filho de um ano e oito meses.
Disse a ele: não pode bater!
Levei outro.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Contemporânea Idade

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Um dia eu olhei para o teclado do meu computador.
Depois olhei para onde o teclado está apoiado.
É de madeira.

Outro dia eu olhei para o meu prato, numa churrascaria.
Depois olhei para todos os pratos em volta de mim.
São de carne.

Alguém disse a alguém que:
- Vi um tronco de árvore enorme em um museu em Paris.
Qual é a questão que cabe aqui?

(Droga de olhos).

E se eu digitasse este texto sobre um cadáver?
A madeira também estava viva!


Arte é isto?



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domingo, 22 de março de 2009

4 minutos:

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Carente, passeio nu pela cidade.
Que cidade? Rio de Janeiro.
Alguém notou um homem invisível em sua xícara de café cuspida?

Madeixas loiras e muito gordas, gorduras quase imperceptíveis.
Gole de whisky num lamento profundo de ciência musical.
Contorno esta arte e bato no muro. Morte.

Morto, vagueio entre cá e lá.
Não reconheço o primeiro, o segundo, lá menor.
Enorme. Por menor que seja.

Edifícios fáceis penduram suas roupas mofadas.
E pinga uma gota a cada 14 segundos, não do ar condicionado.
A chuva aparece da janela, não cai ainda.

Venham todos! Celebração do novo morto.
Convites e mais convites em mãos dadas.
Nunca largam, nunca mais pessoas irão me visitar.

Pessoas? Quais?
Há organismo dotado de tal nome?
Verdade é que em minha vaidade, escrevo para você.

Para olhos cegos, egos.
Para cartas mal escritas, rifas.
Passo longe do bom sorriso maligno.

Se te serve uma noite, faça bom proveito, menina.
Não digo menina pelo sexo, mas pelo costume da comunicação.
Comunicação. Há?

Venham todos! Celebração do novo rosto.
Venham conhecer um novo ser em mesmo corpo.
Epílogo frouxo.


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segunda-feira, 16 de março de 2009

desejo.




Este post está participando do Tertúlia Virtual (http://tervirtual.blogspot.com)

quarta-feira, 4 de março de 2009

não sei o quê, sei lá, porra.

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já que é pra falar de amizade
faço broncas tardes pretas e sais
internamente, horas e horas a fio, linha
de telefone, este quase vencido por algum
outro meio de suicídio do espírito

segundo: basta um olhar e silencio
vai pensar, não pensa. não agora

viu mas não pôde decifrar ou compreender
faço jus ao celibato.

quantas mães parindo por aí
por aí cigarros acesos constantemente
quanta esmola está em jogo?
salva-te pro final, moribundo
ganha seu dia de hoje

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